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    Secretário de Estado dos EUA nega que conversas com Irã travaram

    11 hours ago

    Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em coletiva de imprensa na Casa Branca nesta terça-feira (5) REUTERS/Evan Vucci O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou nesta terça-feira (2) que as negociações de paz com o Irã tenham sido interrompida, após Teerã afirmar ter cortado as conversas em retaliação a ataques de Israel no Líbano. Em uma sabatina no Congresso dos EUA, Rubio afirmou ainda que o governo iraniano concordou em discutir aspectos de seu programa nuclear, o grande ponto de discordância entre os dois lados. Acompanhe em tempo real as notícias sobre a guerra no Irã 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia "As conversas continuam", disse Rubio a deputados na sessão, a primeira do secretário de Estado no Congresso norte-americano desde o início da guerra no Oriente Médio. Nesta terça, no entanto, fontes do governo iraniano disseram à agência de notícias Fars News, que negociadores iranianos e norte-americanos não se falam "há dias". O rompimento iraniano é uma reação a ataques que Israel tem feito em território libanês nos últimos dias, comprometendo o já frágil cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã. A audiência do secretário de Estado seguia em andamento até a última atualização desta reportagem. Rubio, que é ex-senador republicano, também participará de outra audiência no Senado para apresentar o pedido anual de orçamento do Departamento de Estado. Integrantes do governo, incluindo Rubio, têm defendido a decisão de Trump de iniciar o conflito, apesar das promessas feitas ao longo dos anos de evitar o envolvimento dos Estados Unidos em "guerras sem fim" no Oriente Médio. Essa defesa, porém, foi dificultada pelas mudanças frequentes de Trump em relação aos objetivos da guerra. Agora no g1 Embora esta seja a primeira vez que Rubio depõe perante o Congresso desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, ele já havia participado de uma reunião sigilosa com parlamentares poucos dias após os primeiros ataques dos Estados Unidos e de Israel. Na ocasião, enfrentou críticas de democratas pela falta de autorização prévia do Congresso para a operação, mas recebeu forte apoio da maioria dos republicanos. Nos dois meses desde o início do conflito, porém, um grupo pequeno, mas crescente, de republicanos passou a se unir aos democratas para questionar o custo bilionário da guerra e seus impactos econômicos, especialmente às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para o segundo semestre. A guerra reduziu o tráfego de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde, em tempos de paz, passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados no mundo. A interrupção elevou os preços dos combustíveis. LEIA TAMBÉM: Cristo Redentor e Estátua da Liberdade lutam em nova propaganda de guerra do Irã; VÍDEO No mês passado, o Senado avançou, pela primeira vez, uma proposta legislativa que obrigaria Trump a retirar os Estados Unidos do conflito. A medida ganhou força após o senador republicano Bill Cassidy, da Louisiana, apoiar a iniciativa dos democratas. Cassidy havia acabado de perder uma eleição primária na qual Trump apoiou seu adversário. A Câmara dos Representantes também chegou a programar uma votação sobre uma resolução relacionada aos poderes de guerra do presidente, mas a liderança republicana impediu que a proposta chegasse ao plenário ao perceber que não teria votos suficientes para derrotá-la. Os episódios evidenciam as dificuldades do Partido Republicano para manter apoio político à condução da guerra por Trump, à medida que parlamentares da base se mostram mais dispostos a contrariar o presidente. Após as audiências desta terça-feira nas comissões de Relações Exteriores do Senado e de Apropriações da Câmara, Rubio retornará ao Capitólio na quarta-feira (3), quando será ouvido pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara e por uma subcomissão equivalente do Senado. LEIA TAMBÉM: Tribunal contraria Trump e protege militares transgêneros da ativa Filho de imigrantes cubanos, Rubio também deve ser questionado sobre o endurecimento da política do governo Trump em relação a Cuba. O presidente americano tem sugerido que a ilha poderá se tornar o próximo alvo dos Estados Unidos após o encerramento das operações militares contra o Irã. Apesar de uma série de reuniões entre autoridades americanas e cubanas, Trump e Rubio voltaram a fazer ameaças ao governo de Cuba, especialmente após a administração anunciar acusações criminais contra o ex-presidente Raúl Castro. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou a acusação como uma manobra política destinada apenas a "justificar a loucura de uma agressão militar contra Cuba". Ao longo de sua carreira política e agora como principal diplomata dos Estados Unidos, Rubio tem sustentado que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional americana devido aos seus vínculos com adversários de Washington e afirma que Trump está determinado a enfrentar essa questão.
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