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    Saúde Mental; IA já ajuda a identificar sinais de esquizofrenia

    7 hours ago

    Mesmo sendo uma doença conhecida há mais de um século, a esquizofrenia ainda enfrenta preconceito, dificuldades no diagnóstico e desafios no tratamento. No entanto, a Inteligência Artificial já começa a transformar essa realidade. Reprodução Internet Um estudo recente realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo mostrou que a tecnologia conseguiu identificar sinais da doença com alta precisão a partir de apenas dois testes cognitivos. A novidade reforça uma tendência mundial de tornar os diagnósticos em saúde mental mais rápidos, personalizados e assertivos. Além da IA, cientistas também estudam biomarcadores - alterações genéticas, inflamatórias e moleculares - que podem ajudar, no futuro, a detectar a esquizofrenia por meio de exames específicos, antes mesmo do agravamento dos sintomas. Atualmente, o transtorno ainda é diagnosticado principalmente por avaliação clínica. E os números chamam atenção: no Brasil, mais de 547 mil adultos convivem com esquizofrenia, o equivalente a 0,34% da população adulta brasileira, segundo estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo, Universidade de São Paulo e Universidade Federal do Paraná, com base na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Atenta a esse cenário, a Unimed Cuiabá conta com o Núcleo de Medicina Preventiva Viver Bem, que desenvolve programas voltados à saúde e qualidade de vida dos beneficiários. Entre eles está o Mente Saudável, voltado ao atendimento multidisciplinar e integral de pessoas com transtornos mentais graves ou recorrentes. De acordo com a psiquiatra do programa, Viviane Idaló, a esquizofrenia é um importante problema de saúde pública e ainda pode ser subdiagnosticada, principalmente nas fases iniciais, devido ao preconceito e à dificuldade de acesso ao tratamento. “O preconceito atrasa o diagnóstico, afasta pacientes do tratamento e aumenta o isolamento social”, afirma a especialista. A médica explica que homens costumam apresentar os primeiros sintomas ainda na adolescência, enquanto nas mulheres o início geralmente ocorre mais tarde. Entre os principais sinais de alerta estão isolamento social, mudanças de comportamento, desconfiança excessiva, dificuldade de concentração, alterações no sono, na fala e na percepção da realidade. Segundo ela, fatores como desigualdade social, desemprego, exclusão e dificuldade de acesso ao cuidado contínuo podem agravar ainda mais o cenário no Brasil. “O impacto da doença pode ser mais severo devido às desigualdades sociais e à dificuldade de acesso ao tratamento. Quanto mais cedo ocorre o diagnóstico, maiores são as chances de controle e qualidade de vida”, destaca. A genética também possui forte influência no desenvolvimento da doença, mas, segundo Idaló, esse não é o único fator envolvido. Ambiente, estresse e fatores sociais também contribuem para o surgimento e agravamento do transtorno. A especialista ressalta ainda que os tratamentos evoluíram significativamente nos últimos anos, com medicamentos mais modernos, menos efeitos colaterais e maior adesão ao tratamento. “Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem estudar, trabalhar e ter qualidade de vida. O futuro da saúde mental será cada vez mais tecnológico e personalizado, mas o cuidado humano continuará sendo essencial”, finaliza. Programa Mente Saudável O programa oferece atendimento multidisciplinar e integral a beneficiários com transtornos mentais graves ou recorrentes. Além do acompanhamento especializado, a equipe também oferece suporte e orientação aos familiares, atuando no gerenciamento do cuidado com foco em bem-estar e qualidade de vida. Como se inscrever? Os interessados em participar do Mente Saudável devem realizar sua inscrição CLICANDO AQUI, receber encaminhamento do médico cooperado via sistema RES ou fazer a inscrição presencialmente no Espaço Viver Bem. Endereço: Espaço Viver Bem – Rua Comandante Costa, nº 2063, Centro Sul, Edifício Comercial São Miguel Business Center, ao lado do estacionamento do Hospital Unimed Cuiabá. Telefone: (65) 3612-8800
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