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    Saques com carros-fortes deixaram rombo de R$ 11 milhões no São Paulo, diz investigação; entenda esquema

    8 hours ago

    O São Paulo decide esta semana se mantém ou afasta o presidente Saques milionários em dinheiro vivo feitos com o uso de carros-fortes estão no centro de uma investigação da Polícia Civil que apura suspeitas de desvios financeiros no São Paulo Futebol Clube. Segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o clube retirou cerca de R$ 11 milhões em espécie entre 2021 e 2025, em operações consideradas atípicas pelos investigadores. De acordo com o inquérito policial, ao menos 35 saques foram realizados nesse período. Os dois primeiros, que somaram R$ 600 mil, foram feitos diretamente por um ex-funcionário do clube. Depois disso, o São Paulo passou a contratar uma empresa de transporte de valores para realizar as retiradas, estratégia que, segundo a polícia, dificulta o rastreamento do destino final do dinheiro. Um dos dirigentes citados no inquérito é Nelson Marques Ferreira. Ele se tornou diretor adjunto em 2021 e ficou no cargo até novembro do ano passado. Reprodução/TV Globo/Fantástico O delegado Tiago Correia, responsável pelo caso, afirma que a investigação começou após uma denúncia anônima que apontava a existência de desvios estruturados e sistemáticos dentro do clube. A partir daí, foi instaurado um inquérito policial para apurar possíveis crimes de associação criminosa, apropriação indébita e furto qualificado. Segundo os dados enviados pelo Coaf à polícia, 33 saques foram feitos com o uso de carros-fortes, sempre após o departamento financeiro do clube avisar previamente ao banco sobre a retirada de grandes quantias. O dinheiro era então levado para a tesouraria do São Paulo. O ano de 2024 concentrou a maior movimentação, com 11 saques. Já em 2025, foram identificadas cinco retiradas que somaram R$ 1,7 milhão. No total, os investigadores contabilizam R$ 11 milhões sacados em dinheiro vivo ao longo de cinco anos. Para a Polícia Civil, o principal ponto ainda sem resposta é a destinação desses valores. “O São Paulo é tratado como vítima. O foco agora é entender o motivo desses saques em espécie e para quem os malotes eram entregues ao final”, afirmou o delegado. Dirigentes citados e movimentações financeiras Um dos nomes citados no inquérito é o de Nelson Marques Ferreira, que foi diretor adjunto do clube entre 2021 e novembro de 2024. Segundo a polícia, ele teria adquirido cerca de 15 franquias comerciais em um curto intervalo de tempo, o que levou à ampliação das investigações e ao acionamento do Coaf. A apuração também analisou uma conta conjunta do presidente do clube, Júlio Casares, com a ex-esposa, Mara Casares. O relatório de inteligência financeira aponta que R$ 1 milhão foi depositado em dinheiro vivo na conta entre janeiro de 2023 e maio de 2025, em operações fragmentadas — algumas com até 12 depósitos no mesmo dia, sempre abaixo de R$ 50 mil, valor que aciona comunicação automática ao Coaf. A polícia, no entanto, afirma que não há vínculo direto ou indireto entre os saques feitos pelo clube e os depósitos na conta de Júlio Casares. A defesa do presidente diz que os valores têm origem lícita e que ele acumulou parte do dinheiro ao longo da carreira na iniciativa privada, antes de assumir o comando do São Paulo. Outros episódios sob apuração A investigação também passou a analisar um esquema de comercialização irregular de camarotes do estádio durante grandes shows, revelado em outubro do ano passado. À época, Mara Casares se afastou do cargo de diretora de eventos do clube. Um áudio envolvendo o ex-diretor Douglas Schwartzman, que cita o nome dela, faz parte do inquérito. As defesas de Mara Casares e de Schwartzman afirmam que o material foi divulgado fora de contexto e criticam o que chamam de julgamento antecipado. Clube diz que valores são contabilizados Procurado, o São Paulo Futebol Clube afirmou, por meio de seu advogado, que não é alvo da investigação e que todos os valores sacados foram utilizados para despesas do clube, como pagamento de arbitragem e premiações por desempenho aos jogadores, o chamado “bicho”. Segundo a defesa, 100% dos R$ 11 milhões estão devidamente contabilizados nos balanços financeiros da instituição. Enquanto isso, o caso segue sob investigação e amplia a crise política no clube, às vésperas da votação do pedido de impeachment do presidente Júlio Casares. Na próxima sexta-feira (16), o jogo do São Paulo será fora de campo: o clube realiza a votação do impeachment do presidente Julio Casares. O processo acontece em meio a uma crise que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e investigações da Polícia Civil. A apuração foi mostrada em reportagem do Fantástico deste domingo (11). O caso começa com uma denúncia anônima recebida pela polícia. A partir dela, foi aberta uma investigação formal, via inquérito. "Nós recebemos uma denúncia dando conta de que havia uma série de desvios estruturados e sistemáticos no âmbito do São Paulo Futebol Clube", diz Tiago Correia, o delegado responsável pela investigação. Um dos dirigentes citados no inquérito é Nelson Marques Ferreira, que se torna diretor-adjunto em 2021 e fica no cargo até novembro do ano passado. Segundo o delegado, em 2022 e 2023, Nelson teria criado cerca de 15 franquias e 15 empresas em shopping centers, o que chamou atenção dos investigadores. "Nós acionamos o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o COAF em relação ao próprio clube, que, aliás é uma vítima eventualmente", revela o delegado. A polícia informa que teve acesso a dados das contas do clube e que o relatório apontou 35 saques em espécie, entre 2021 e 2025, que somam R$ 11 milhões. Os dois primeiros saques, segundo a investigação, totalizam R$ 600 mil e foram feitos por um ex-funcionário do clube. Depois disso, o São Paulo passa a usar uma empresa de carros-fortes para realizar retiradas em dinheiro vivo, na boca do caixa. O inquérito descreve que o departamento financeiro informava o banco sobre a retirada e o valor sacado era levado para a tesouraria do clube. A polícia afirma que 33 saques seguem esse padrão com carro-forte. O ano de maior movimentação é 2024, com 11 retiradas que totalizam R$ 5,2 milhões; já em 2025 são mais R$ 1,7 milhão, em cinco saques. A defesa do São Paulo afirma que o clube não é alvo da investigação Reprodução Fantástico O delegado diz que a escolha por uma empresa de valores, em vez de uma pessoa física, dificulta o rastreio. Para a investigação, o ponto central agora é entender por que o dinheiro foi sacado e qual foi a destinação: para quem os malotes foram entregues ao final, e onde os recursos chegaram. Além das retiradas do clube, uma conta conjunta mantida por Julio Casares com a ex-esposa, Mara Casares, também entra na apuração. Segundo o relatório do Coaf, o presidente do São Paulo recebe entre janeiro de 2023 e maio de 2025 cerca de R$ 1,5 milhão em depósitos em espécie. A defesa afirma que não há ligação com os saques do clube e diz que os valores têm origem e lastro, citando a carreira de Casares na iniciativa privada. A reportagem também lembra que Mara Casares se afastou do cargo de diretora de eventos após a revelação de um esquema de comercialização clandestina de camarotes do estádio do São Paulo, em grandes shows. Em áudio divulgado, o ex-diretor Douglas Schwartzmann diz que só entrou no esquema porque Mara teria garantido confiança na pessoa envolvida. A defesa de Douglas Schwartzmann criticou a publicação do áudio. Diz se tratar de uma "campanha difamatória"; As defesas de Mara e Douglas dizem que o material foi divulgado fora de contexto e que está acontecendo "um julgamento antecipado da senhora Mara"; A defesa do São Paulo afirma que o clube não é alvo da investigação e sustenta que os valores sacados em espécie são contabilizados e usados para despesas, como arbitragem, alimentos, bebidas e outras necessidades do dia a dia. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. 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