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    Saiba quem é a influenciadora alvo de operação por suspeita de movimentar R$ 20 milhões com jogos de azar

    10 hours ago

    Operação policial combate exploração de jogos ilegais de azar Com quase 19 mil seguidores no Instagram, Luiza Cabral Dias misturava mensagens de fé e conselhos com a divulgação de sorteios e plataformas de apostas que, segundo a investigação, movimentaram mais de R$ 20 milhões em um ano. A influenciadora digital é alvo central da primeira etapa da Operação Tigre de Areia, da Polícia Civil do Tocantins. A ação busca acabar com um suposto esquema de exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro em Palmas. Segundo a decisão que autorizou ordens de busca e apreensão, entre outras medidas, em apenas um ano, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões. A polícia apreendeu três veículos e bloqueou três casas e sete lotes. A Justiça também suspendeu os perfis nas redes sociais usados para promover apostas e sorteios ilegais. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A equipe de Lara Luiza Cabral foi procurada para comentar as investigações, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. O g1 não conseguiu contato com a mãe da investigada, que também é investigada e teria movimentado R$ 9 milhões. Até meados de 2023, o perfil de Lara era focado em seu trabalho no ramo da estética. Após esse período, o conteúdo mudou, e a influenciadora passou a publicar viagens por destinos turísticos no Brasil, realizar sorteios e promover empresas. Entre as publicações, destacam-se mensagens religiosas e de incentivo, como: "Deus nunca perdeu o controle da sua vida. O que hoje parece atraso, amanhã será testemunho". Em janeiro de 2025, Lara inaugurou a Cabral Construtora. Nas redes sociais da empresa que leva o sobrenome da influenciadora, ela aparecia com uniforme, soltando a faixa de inauguração ao lado do marido e da irmã. Para a Justiça, empresas ligadas ao grupo funcionavam como mecanismos para ocultar o dinheiro ilícito. Os perfis da construtora e de outros investigados tiveram o bloqueio solicitado pela Justiça. O g1 tentou contato com a Cabral Construtora para obter um posicionamento sobre a investigação e o bloqueio das contas, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM: Mãe e filha investigadas por jogos de azar são suspeitas de usar igrejas para movimentar dinheiro, aponta decisão Operação cumpre mandados de busca contra mãe e filha suspeitas de movimentar mais de R$ 20 milhões com jogos de azar em Palmas Mãe suspeita de movimentar mais de R$ 20 milhões com jogos de azar se declarava faxineira, diz polícia O bloqueio das redes sociais foi determinado pelo juiz Milton Lamenha de Siqueira, que considerou as plataformas o "coração" da prática criminosa. A investigação aponta que o esquema era familiar. A mãe de Lara, Valquira Cabral de Sousa, foi alvo de busca e apreensão. Embora declarasse ocupação de faxineira e renda de R$ 3 mil, ela movimentou R$ 9 milhões sozinha. A polícia acredita que as contas da mãe eram usadas como "contas de passagem" para pulverizar o dinheiro. Influenciadora é suspeita de movimentar R$ 20 milhões com jogos ilegais Reprodução/Instagram de Lara Luiza A irmã de Lara, com 3,8 mil seguidores, compartilhava momentos de lazer e aparecia uniformizada nas publicações da construtora. De acordo com as decisões judiciais, o grupo utilizava o método de "smurfing" (fracionar grandes quantias em pequenos depósitos para não chamar a atenção dos órgãos de controle). Além disso, a decisão revela que os investigados compartilhavam aparelhos eletrônicos entre si para realizar as transferências e pulverizar o dinheiro por meio de bancos digitais e fintechs, o que agilizava a distribuição dos valores. O que diz a investigação A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a estrutura era organizada para a exploração de loterias não autorizadas e lavagem de dinheiro, inclusive com transferências para instituições religiosas. A Polícia Civil ainda investiga se os valores transferidos pelo grupo eram dízimos reais ou parte do esquema de lavagem de dinheiro. "Vamos aprofundar as investigações para saber se a instituição beneficiou pessoas do grupo de alguma forma", ressaltou o delegado responsável pelo caso, Wanderson Chaves de Queiroz. A Justiça negou o pedido de prisão preventiva das investigadas, optando por medidas cautelares alternativas, como a suspensão das redes sociais e o sequestro judicial de bens (três casas, sete lotes e três veículos). O magistrado também autorizou a quebra do sigilo de dados das mulheres, permitindo acesso a informações armazenadas em nuvens e celulares. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
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