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    Ruy Ferraz: polícia prende três integrantes do PCC acusados de mandar matar ex-delegado

    7 hours ago

    Jeep Renegade (à esquerda) abandonado e Toyota Hylux (à direita) queimado que foram roubados por criminosos indica que execução de Ruy Ferraz Fontes (ao centro) começou há mais de cinco meses, segundo a polícia Reprodução A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (13) três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), acusados de mandar matar o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes. Ele foi executado a tiros em setembro do ano passado na Praia Grande, no litoral paulista. Um dos presos é Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido na facção como "Azul" ou "Colorido". Ele cumpriu 28 anos de prisão por roubo, tráfico de drogas, receptação e associação criminosa. Saiu da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, em agosto deste ano. Os outros alvos da investigação são conhecidos como Velhote e Serginho. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as prisões foram cumpridas em Mongaguá, Caraguatatuba e Jundiaí. Fernando Gonçalves Dos Santos, conhecido como Azul no PCC Reprodução Veja os vídeos que estão em alta no g1 Execução a mando do alto escalão Segundo denúncia do Ministério Público, apresentada em novembro, o ex-delegado-geral foi morto a mando do alto escalão do Primeiro Comando da Capital como vingança. No total, oito pessoas foram denunciadas pela participação no assassinato. (Veja lista abaixo.) Havia uma hipótese de que a morte dele tivesse relação com a sua gestão como secretário municipal na cidade de Praia Grande, mas foi descartada pelo MP. O documento, elaborado pelo Gaeco (grupo especial do MP que atua no combate ao crime organizado), aponta que a morte de Ruy foi encomendada pela chamada “sintonia geral” da facção. O ex-delegado ingressou na Polícia Civil no início dos anos 1980 e atuou por mais de quatro décadas em unidades estratégicas, como Denarc, Dope e Deic. No início dos anos 2000, passou a divulgar organogramas da estrutura do PCC e liderou, em 2006, o indiciamento da cúpula da facção, incluindo Marcos Camacho, o Marcola. A "sintonia geral" determinou a morte de Ruy Ferraz Fontes ao menos desde 2019. Um relatório policial revela uma carta manuscrita apreendida naquele ano, na qual a liderança da facção "cobra a morte de alguns agentes públicos, dentre eles o doutor Ruy Ferraz Fontes".
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