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    Roraimense aprovada no concurso do Itamaraty toma posse como diplomata

    8 hours ago

    Nínive Memória toma posse como diplomata Arquivo pessoal A roraimense Nínive Thaís Verde Sampaio Memória, de 28 anos, tomou posse como diplomata no Ministério das Relações Exteriores nesta quarta-feira (4). O concurso para a carreira de diplomata do Itamaraty é considerado um dos mais difíceis do Brasil. 💼 Diplomatas são servidores públicos que integram o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty). Entre as funções, está representar o Brasil em reuniões internacionais, negociar acordos com outras nações e prestar assistência aos brasileiros no exterior. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Nínive conquistou uma das 60 vagas oferecidas em um concurso que teve mais de 10 mil inscritos e cinco dias de provas. Segundo o Itamaraty, a nova turma tem a maior participação proporcional feminina da história, com 45% de mulheres. 🌐 Ela exercerá o cargo de terceira-secretária, que marca o início da carreira diplomática. O salário inicial é de R$ 22.558,56. Estudos Para alcançar o resultado, foram quatro reprovações, uma perda pessoal e até uma promessa feita ao Flamengo. A jovem conta que decidiu ser diplomata ainda na infância. Aos 12 anos, fez um mapa astral na internet que apontou que ela tinha uma "personalidade diplomática". Curiosa, passou a pesquisar sobre a profissão e decidiu que aquela seria carreira que seguiria. A confirmação da aprovação, publicada no dia 24 de junho, foi acompanhada de uma mistura de surpresa e emoção. Nínive disse que estava cautelosa para não criar expectativas até ver a lista definitiva. "Vi que minha nota tinha subido, mas não queria criar muitas expectativas, sabe? Quando enviaram a planilha [dos aprovados] pude gritar sozinha no elevador. No apartamento chorei, pulei, explodi um tubo de confete (ganhei para estourar quando passasse) e liguei pros meus familiares, depois comemorei com amigos", relembrou. Para fazer o concurso não é exigida uma formação específica, mas é necessário ter algum diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação. Mas, no caso de Nínive, ela cursou Relações Internacionais na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais. Preparação para o concurso Após concluir Relações Internacionais, em 2021, Nínive se mudou para Brasília e começou a se preparar para a carreira diplomática. Ela tentou o concurso em 2022, 2023, 2024 e 2025. Em maio de 2023, passou a se dedicar exclusivamente aos estudos, com apoio financeiro do pai. A preparação foi interrompida pela morte da melhor amiga e de uma tia que considerava como irmã mais velha. Depois de meses afastada, retomou os estudos e, em 2025, buscou equilibrar a preparação com a saúde física e mental. Ela chegou à segunda fase pela primeira vez em 2024, mas não conseguiu a aprovação no ano seguinte, quando teve dificuldades na prova de espanhol. "Nas primeiras vezes achei justo não passar, eu não tinha um bom nível ainda. Só fiquei muito decepcionada em 2025, pois tinha estudado bem e estava mais confiante. Depois de algumas semanas de descanso, peguei meu sentimento negativo e usei para estudar", contou. Para a edição de 2026, ela encontrou no futebol uma motivação extra. Nínive prometeu que estudaria pelo menos três horas e meia por dia durante 100 dias caso o Flamengo conquistasse o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. O time venceu as duas competições, ela cumpriu a promessa e, no fim, foi aprovada. Após avançar novamente para a segunda fase em 2026, Nínive intensificou a preparação e passou a estudar oito horas por dia nas duas semanas anteriores às provas. Ela destaca que não existe uma fórmula única para a aprovação, mas considera a persistência fundamental. Durante a trajetória, também buscou acompanhamento psicológico para lidar com as frustrações e a pressão dos estudos. Trajetória de estudos Nascida e criada em Roraima, Nínive estudou os primeiros anos na Escola Estadual São José, em Boa Vista, e depois passou pela rede privada. Ela lembra com carinho de uma professora que a ensinou a escrever resumos e a ajudou a conquistar um dos três primeiros lugares em uma competição escolar. Após concluir o ensino médio, foi aprovada em primeiro lugar em Relações Internacionais na UFRR, mas escolheu cursar a graduação na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), para morar longe da família e ganhar independência. Aos 17 anos, mudou-se para Minas Gerais e, depois de formada, foi para Brasília. Roraimense realiza sonho e é aprovada para ser diplomata no Itamaraty Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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