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    Rope jump segue sem regulamentação no Brasil; especialistas apontam riscos e cuidados antes de saltar

    há 11 horas

    Rope jump: saltos anteriores de onde jovem morreu viralizam nas redes A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que foi lançada de uma ponte sem estar presa às cordas de segurança durante um salto de rope jump, levantou discussões sobre a modalidade. Embora não seja proibida no Brasil, a prática não tem regras federais específicas. O g1 ouviu especialistas para explicar o que diz a legislação e quais cuidados devem ser observados antes de contratar o serviço. (Veja abaixo detalhes) Preso a uma corda estática, o participante salta de grandes alturas e experimenta minutos de queda livre e adrenalina. Ao chegar ao limite da corda, a pessoa passa a balançar de um lado para o outro, como um pêndulo. Apesar de não ter regulamentação nacional, a prática não é ilegal e é realizada por preços que variam entre R$ 90 e R$ 500. Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp O presidente da Associação Brasileira de Rope Jump, Marco Jota, classificou o que aconteceu com a jovem de 21 anos como "uma bizarrice". Ao g1, ele afirmou que acidentes no esporte são exceção e que há normas à segurança e bem-estar do participante. Segundo o presidente, a sensação de saltar pode ser descrita como uma explosão de endorfina e serotonina e gera um estado de êxtase inexplicável. LEIA TAMBÉM: Ponte onde jovem morreu acumula histórico de acidentes 'Está doendo sua partida', diz mãe de jovem lançada sem corda Apaixonada por natureza e atividades ao ar livre: quem era Maria Eduarda 'Era para ser eu', diz homem que saltaria antes de jovem lançada sem corda Veja depoimento de trio preso por morte de jovem lançada sem corda em salto Sem regulamentação, mas não proibido No Brasil, o rope jump não tem regulamentação federal específica, mas também não é proibido. Pela legislação, como não há uma proibição expressa, a prática em si não é ilegal, e outras legislações passam a atuar dentro da modalidade. 🔎A regulamentação é quando existe a regulação das normas e de tudo que deve ocorrer naquela modalidade ou segmento. Nesses casos, todas as vezes que for praticado, deve-se seguir as mesmas regras. A advogada Carolina Zullo, presidente da Comissão de Direito Desportivo da A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Campinas, explicou ao g1 que embora não haja uma lei específica da atividade, existem normas de segurança internacionais que devem ser seguidas, que tratam de turismo de aventura e equipamentos. "Esses esportes tem normas internacionais. Por exemplo, o futebol tem normas internacionais que todo mundo tem que seguir, mas na pelada de final de semana, você faz do jeito que você quiser. Mas no nesse, você não pode abrir mão de certos quesitos", explicou a advogada. Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de plataforma de rope jump em Limeira Reprodução/Redes sociais Ela esclareceu que os três instrutores que estão presos não foram atuados pela prática do esporte não regulamentado, mas sim porque são suspeitos de homicídio. Com as normas de segurança, segundo ela, eles poderiam praticar a atividade por anos sem problemas legais. Além disso, Zullo também explicou que o país possui leis suficientes para punir e guiar os esportes radicais sem regulamentação independentemente de uma norma específica para o salto, como: Código de Defesa do Consumidor; Código Penal; Leis Desportivas e Códigos de Ética. Como saber se a empresa é segura? Antes de realizar qualquer agendamento, o praticante deve atestar a idoneidade do grupo organizador. Segundo Marco Jota, é necessário verificar se a empresa possui: CNPJ ativo; registro obrigatório no Cadastur do Ministério do Turismo; apólice válida de seguro de responsabilidade civil; o "Selo de Rope Jump Seguro" emitido pela associação brasileira da modalidade. "O selo é para mostrar para todos que a empresa está com todos os operadores credenciados, está com todos os treinamentos necessários, opera de forma correta, nunca teve nenhum acidente. Já uma empresa que teve algum acidente nem é elegível ao selo", explicou Marco Jota. Segundo o presidente, atualmente, apenas três empresas possuem o Selo de Rope Jump Seguro: uma em São Paulo (SP), uma em Limeira (SP) e outra no Rio de Janeiro (SP). Além disso, os profissionais devem ter cursos específicos de instrutor de rope jump, atividades radicais e atendimento pré-hospitalar (APH). No local, que deve obrigatoriamente possuir autorização do poder público ou do proprietário da ponte ou viaduto, a proteção depende da organização. O protocolo mais vital é a dupla checagem: um instrutor equipa o cliente e um segundo profissional confere todo o material antes da liberação. Jovem que realizou rope jump semanas antes de acidente fatal Arquivo Pessoal Quais são as recomendações? O sistema do rope jump utiliza cordas estáticas de escalada e mosquetões projetados para transformar a queda em um balanço. Os itens individuais obrigatórios incluem capacete, mosquetão de junção, cadeirinha (arnês) e um peitoral unido a ela. Além da parte técnica, o praticante deve seguir orientações pessoais rigorosas para o dia do evento. A preparação exige os seguintes cuidados: Alimentação: é fundamental se alimentar antes de ir. Segundo o Marco Jota, a descarga de adrenalina consome muita glicose e saltar em jejum pode causar hipoglicemia e desmaios; Vestimenta: o indicado é usar roupas confortáveis e tênis. Saias impedem o uso da cadeirinha e calças jeans muito rígidas travam os movimentos. Tragédia em Limeira Mulher morre após ser jogada de rope jump sem corda no interior de SP O vídeo que circula nas redes sociais mostra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sendo carregada por três funcionários até a beirada da Ponte do Esqueleto. Ela é impulsionada para frente e, logo após a queda, ouvem-se gritos de desespero dizendo "a corda" e "gente, a corda" — assista acima. A jovem caiu de uma altura de 40 metros e teve a morte constatada no local. Segundo a Polícia Civil, o equipamento que deveria estar preso ao corpo da vítima para segurar a queda foi esquecido e ficou enrolado no chão da estrutura de salto. Uma testemunha relatou que os instrutores não realizaram a checagem de segurança no momento do salto da jovem. Inicialmente, seis pessoas foram detidas, mas apenas três instrutores seguem presos. Os suspeitos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. No domingo (14), a Justiça converteu em preventiva a prisão em flagrante deles. O grupo responsável pela atividade não possuía empresa formal, segundo a polícia. A delegada responsável pelo caso afirmou que os homens se mostraram desnorteados e alegaram não se recordar de quem era a obrigação de colocar a corda, nem por que a fiscalização final não foi feita antes de empurrarem a vítima. O advogado de defesa, Rafael Gomes dos Santos, afirmou que os três clientes são apaixonados pelo esporte, atuam há anos e nunca tiveram problemas. Ele classificou o caso como uma "triste fatalidade". Santos ressaltou, ainda, que o rope jump não é regulamentado, mas também não é proibido, e que eventos semelhantes já foram realizados na Ponte do Esqueleto sem intervenção do poder público. Infográfico - Jovem de 21 anos morre após ser lançada sem corda de ponte de 40 metros em Limeira Arte/g1 VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região ⚠️ AEsclareceu que os instrutores não foram presos por praticar um esporte não regulamentado, mas sim porque mataram uma pessoa. Se tivessem seguido normas de segurança, poderiam praticar a atividade por anos sem problemas legais. Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba
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