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    Restaurante Jamile anuncia reabertura para julho, mas segue fechado e com escombros três meses após desabamento em SP

    7 hours ago

    Mulher morre em desabamento de restaurante Jamile, do chef Fogaça, no Centro de SP MARCELO ESTEVãO/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO Os donos do restaurante Jamile, no Bixiga, região central de São Paulo, anunciaram nas redes sociais que o estabelecimento está “fechado para reforma” e que a reabertura está prevista para julho deste ano. Três meses após o desabamento do mezanino que matou a cozinheira Suênia Maria Tomé Bezerra, de 51 anos, e deixou outras oito pessoas feridas, no entanto, o g1 esteve no local na quinta-feira (8) e constatou que o imóvel segue fechado, com escombros no interior e sem obras em andamento (relembre o caso abaixo). A mensagem publicada pelos proprietários diz: “Estamos fechados para reforma. Reabriremos em julho de 2026. Agradecemos a compreensão.” Apesar do anúncio, não há nenhum sinal de reforma em curso no prédio da Rua Treze de Maio, nº 647. O cardápio do local é assinado pelo chef Henrique Fogaça. Ele confirmou ao g1 na sexta-feira (9) que mantém a assinatura do menu existente. Desabamento em restaurante mata funcionária no Centro de SP No local, as portas seguem fechadas e, por uma fresta, é possível observar os escombros do mezanino que desabou e também dá para sentir um cheiro forte que lembra o de produtos de limpeza. Ao lado, comércios e cantinas italianas seguem funcionando normalmente. Segundo comerciantes e trabalhadores da região, os donos só voltaram ao local cerca de duas semanas após o acidente, portanto, ainda em outubro de 2025, para retirar alimentos e produtos que poderiam estragar. “Em menos de um mês eles [os donos] vieram e tiraram as comidas para não estragar. Depois nunca mais voltaram”, disse Humberto de Lima, segurança de uma cantina italiana em frente ao Jamile. José Antônio de Lima, dono do estacionamento vizinho ao restaurante, contou que um engenheiro esteve no local em 5 de janeiro para avaliar a situação. Apesar do anúncio de reabertura para julho, reportagem do g1 encontrou o imóvel fechado, com escombros e sem obras em andamento na quinta-feira (8). João de Mari/g1 “Está parado. O engenheiro veio segunda-feira [5] aqui. Parece que a partir de segunda-feira [12] que vem agora vão começar a tirar os troços. Até agora não mexeu em nada”, afirmou. Nada havia sido removido até a segunda (12). O g1 também apurou que os funcionários do estabelecimento foram demitidos após o desabamento e receberam os direitos trabalhistas, além de indenização. O restaurante não quis se pronunciar sobre a situação atual do prédio nem sobre o anúncio de reabertura para julho. A equipe de reportagem também tenta contato com familiares da cozinheira que morreu e com ex-funcionários do estabelecimento. Donos do Jamile publicaram nas redes sociais que o restaurante está “fechado para reforma” e que a reabertura está prevista para julho de 2026. Reprodução Autorização para reformas A Prefeitura de São Paulo informou que, até o momento, não há registro de solicitação de autorização para reforma da edificação. Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento afirmou que a Subprefeitura da Sé vai realizar fiscalização no estabelecimento para verificar eventual execução de obras ou reformas irregulares e analisar a regularidade da licença de funcionamento. Já a Secretaria Municipal da Saúde disse que o restaurante possui licença sanitária vigente e que, para esse tipo de atividade, não há prazo de vencimento do documento. O g1 apurou que a licença foi emitida em 2022. “Caso o estabelecimento seja autuado por alguma irregularidade, as medidas cabíveis serão adotadas”, informou a pasta. Mezanino do restaurante Jamile desabou, matando uma cozinheira, em São Paulo, no dia do acidente Fabrício Lobel/TV Globo Pedidos negados O restaurante Jamile teve dois pedidos de reforma do prédio negados pela Prefeitura de São Paulo nos últimos dez anos. Segundo os registros da Subprefeitura da Sé, desde 2012 foram protocolados três pedidos de reforma do imóvel, mas eles não foram aprovados pelo órgão por falta de apresentação da documentação exigida pelos engenheiros do município, incluindo a instalação do mezanino que desabou. Dois desses três pedidos de reforma foram protocolados nos anos de 2015 e 2019. O Jamile foi inaugurado em setembro de 2015. Prédio do restaurante Jamile, na rua 13 de Maio, n° 647, no ano de 2011. Reprodução/GoogleStreetView O g1 apurou com comerciantes e empregados dos estabelecimentos vizinhos ao restaurante que o prédio onde atualmente está o Jamile era alugado para um banco antes de 2015. E esse banco não contava com o mezanino de madeira que caiu nesta quarta (8). Segundo as fontes, que não quiseram se identificar, a estrutura foi erguida no interior do prédio para atender as necessidades do restaurante dos empresários Alberto Hiar — o Turco Loco, dono da grife Cavalera —,e Anuar Tacach, fundador da agência Out Out Office. Prédio do restaurante Jamile, na rua 13 de Maio, n° 647, no ano de 2014. Reprodução/GoogleStreetView Em nota, a gestão Ricardo Nunes (MDB) confirmou o indeferimento de três pedidos de reforma do prédio do Jamile na Rua 13 de Maio. Um desses pedidos indeferidos incluía a instalação do mezanino, segundo o material disponível. Ou seja, não havia autorização da gestão municipal para nenhuma intervenção realizada no edifício. Na época do desabamento, o Jamile afirmou que "possui alvará de funcionamento vigente, documento que só é emitido pela prefeitura depois que são cumpridas todas as exigências legais, como obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e do Habite-se, que certifica que um imóvel foi concluído de acordo com o projeto aprovado e atende as normas de segurança, habitabilidade e infraestrutura exigidas pelo município". Prédio do restaurante Jamile, na rua 13 de Maio, n° 647, no ano de 2016. Reprodução/GoogleStreetView Prédio do restaurante Jamile, na rua 13 de Maio, n° 647, no ano de 2017. Reprodução/GoogleStreetView Prédio do restaurante Jamile, na rua 13 de Maio, n° 647, no ano de 2018. Reprodução/GoogleStreetView Segundo o Código de Obras e Edificações (COE) da cidade de São Paulo, toda mudança estrutural de imóveis precisa do Alvará de Aprovação de Reforma, que é um documento emitido pela Secretaria de Licenciamento. A Lei nº 16.642, de 9 de maio de 2017, diz que qualquer obra que altere a estrutura do imóvel, como a construção ou remoção de paredes, ou que aumente a área construída, necessita de Alvará de Aprovação de Reforma. Relembre o caso O desabamento do mezanino ocorreu em outubro de 2025. No momento do acidente, ao menos nove pessoas estavam no local. Uma cozinheira morreu após ser atingida pela estrutura, e outras oito ficaram feridas. Após o desabamento, a Defesa Civil interditou totalmente o imóvel por risco de colapso. Equipes do Samu atendem vítimas do desabamento no restaurante Jamile João de Mari/g1 Reportagem do g1 publicada na época mostrou que o Jamile não tinha autorização da prefeitura para realizar reformas no prédio, incluindo a construção do mezanino que desabou. Registros da Subprefeitura da Sé indicam que pedidos de reforma feitos em 2015 e 2019 foram indeferidos por falta de documentação.
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