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    Responsáveis disseram não saber que era ilegal manter 'depósito' de vacas mortas e 'lago de estrume' perto de condomínio, no Paraná

    há 2 meses

    Moradores sentem cheiro forte, e fiscalização acha 'depósito' de vacas mortas Os donos da propriedade rural onde foram encontrados um "depósito" de vacas mortas e um "lago de estrume" disseram não saber que a situação era ilegal. As informações são do Instituto Água e Terra (IAT), que junto com a Polícia Civil fez o flagrante em uma propriedade rural em Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná. A propriedade fica próxima de um condomínio residencial da cidade vizinha de Ponta Grossa, e, ao g1, o delegado Derick Moura Jorge explicou que no local foram encontradas cerca de 10 carcaças de animais em decomposição a céu aberto . Ao lado delas, ainda havia uma lagoa onde foi despejada uma grande quantidade de dejetos dos animais. Segundo ele, apenas o laudo da perícia poderá conseguir determinar há quanto tempo a situação vinha acontecendo. "Não há como dizer exatamente há quanto tempo eles praticavam aquele descarte incorreto, mas, a julgar pelo estado de decomposição de algumas carcaças, provavelmente há muitos meses! Enquanto foram ouvidos pelo IAT, eles alegaram que não sabiam que a situação estava desrespeitando as regras", complementou Matheus Lopes Demito, chefe regional do IAT. ✅ Clique aqui e siga o canal do g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp O flagrante foi feito na quinta-feira (9), após moradores do condomínio perceberem um cheiro estranho e denunciarem a situação. "Ao chegarem ao local, as equipes identificaram o descarte de diversas carcaças de gado bovino abandonadas a céu aberto, sem qualquer tipo de cobertura ou impermeabilização do solo para evitar a contaminação. Além da exposição dos animais mortos, foi verificada a existência de uma lagoa de estrume sem o tratamento adequado, evidenciando uma grave falha no manejo de resíduos da propriedade". Devido à situação, os proprietários vão responder criminalmente e também foram multados em R$ 250 mil pelo IAT. Saiba mais abaixo. A legislação estadual determina que animais mortos devem "ser dispostos adequadamente, utilizando tecnologias de disposição específicas estabelecidas pelos órgãos competentes", atendendo a Portaria Conjunta IAT/ADAPAR nº 01, de 25 de maio de 2023. O texto afirma que as carcaças devem ser enterradas, de preferência em locais altos, distantes de recursos hídricos (como rios e lagos) e fora de áreas de preservação ambiental, e também cita outros pontos. Confira a portaria na íntegra Moradores sentem cheiro forte, e fiscalização acha 'depósito' de vacas mortas e 'lago de estrume' Polícia Civil Leia também: Rede pública de saúde: Médico ginecologista de 81 anos é acusado de abusar de paciente durante atendimento Tragédia: Peça se solta de caminhão, atinge ônibus e mata passageiro que trocou de poltrona durante viagem Eleições: Quem é Sandro Alex, anunciado por Ratinho Junior como pré-candidato à sucessão no governo do Paraná Veja os vídeos que estão em alta no g1 Responsabilizações Os responsáveis pela fazenda foram autuados por causar poluição na modalidade culposa, conforme previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), devido à negligência nos procedimentos sanitários e de tratamento de resíduos. Eles também foram intimados pelo IAT para prestar esclarecimentos e adotar medidas imediatas de regularização, e receberam R$ 250 mil de multa pelas irregularidades. Os nomes deles não foram divulgados. "Esta ação demonstra o compromisso contínuo e a cooperação estreita entre a Polícia Civil e o IAT, que atuam de forma conjunta para fiscalizar e punir irregularidades. O empenho desses órgãos reafirma o compromisso inabalável com a preservação do meio ambiente e a garantia da saúde pública, assegurando que os empreendimentos operem em conformidade com as normas ambientais vigentes", diz o delegado. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Campos Gerais e Sul
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