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    Relatos expõem violência contra população LGBTQIAPN+ na região de Campinas: 'Respeito tem que ser um direito'

    18 hours ago

    Denúncias de violência contra LGBTQIA+ sobem 70% no estado de SP em 2026 “Ele já desceu me arrastando pelo cabelo e começou a proferir palavras de agressão”, contou o cabeleireiro Tony Lima sobre a agressão sofrida na rua após um problema com o carro em Vinhedo (SP). Ele relatou que, ao parar o veículo, foi abordado por um homem que se identificou como policial. Segundo Tony, outras pessoas que estavam no local intervieram: “Quando a população começou a me defender, ele abaixou o tom e fugiu”. Mesmo abalado, ele decidiu denunciar o caso. Para o cabeleireiro, tornar a agressão pública é uma forma de cobrar mudanças. “O respeito não tem que ser um privilégio, tem que ser um direito para todos”, disse. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Relatos expõem violência contra população LGBTQIAPN+ na região de Campinas: 'Respeito tem que ser um direito' Reprodução/EPTV Uma situação diferente foi vivida pelo estudante João Ribeiro Oliveira, também marcada por discriminação. Ele morava em um pensionato em Campinas (SP) quando a responsável pelo local fez uma ligação para reclamar de objetos pessoais, como maquiagem, que pertenciam ao rapaz. “Numa das gavetas tem umas fantasias, umas coisas dele, maquiagem, tem umas coisas, mas isso não me diz respeito. A reclamação é do banheiro. Os meninos reclamam que ele não deixa entrar no banheiro. Ele usa o banheiro o tempo todo e eu estou perdendo dinheiro”, diz um trecho da ligação recebida pela família do estudante. Para João, o episódio foi mais do que um comentário inconveniente — representou uma forma de violência. “Não é novidade que a população LGBT muitas vezes é expulsa de casa. Ver isso acontecendo comigo, mesmo fora da casa dos meus pais, é o mais chocante. É mais do que a fala em si. A situação me revoltou como um todo", afirmou. Depois do episódio, João deixou o local, registrou boletim de ocorrência e procurou o Ministério Público. “Até então, não sei como está a situação”, disse. Violência nem sempre é física João reforçou que casos de violência podem ocorrer de diferentes formas, mesmo que não haja agressão direta. “Não é só xingar ou agredir que o preconceito existe”, afirmou o estudante. Segundo o psicólogo Ronaldo Alexandrino, essas situações impactam diretamente a vida das vítimas. “São pessoas que passam a ter medo de se expressar e de ser quem são. Muitas vezes, procuram maneiras de sobreviver em sociedade”, explicou. Ele defende que a rede de apoio é fundamental nesses casos: “É importante acolher e estar junto, inclusive no momento da denúncia”. Aumento nas denúncias Casos de violência contra pessoas LGBTQIAPN+ podem ser denunciados pelo Disque 100. Reprodução/EPTV Nos quatro primeiros meses deste ano, o Disque 100 — canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos — recebeu mais de 1,2 mil registros de violência contra pessoas LGBTQIAPN+, aumento de cerca de 70% em relação ao mesmo período do ano passado. Quando consideradas todas as violações registradas, o total passa de 7,4 mil casos — alta de 91% na comparação anual. De acordo com a coordenação do serviço, o crescimento pode estar ligado à maior divulgação do canal e à possibilidade de denúncias anônimas, o que encoraja mais vítimas a procurarem ajuda. 📱 Como denunciar Casos de violência ou discriminação podem ser denunciados pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados. O serviço permite registro anônimo. Também é possível procurar delegacias e órgãos de apoio para formalizar a denúncia e buscar orientação. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
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