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    Relator da CPI do Crime Organizado diz que ferramentas de investigação foram 'sabotadas' e rebate críticas de ministros do STF

    2 months ago

    O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, justificou que os pedidos de indiciamento dos minitros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do PGR Paulo Gonet dizendo que ferramentas de investigação da comissão foram “sabotadas”. “Não conseguíamos fazer depoimentos porque os habeas corpus eram constantes”, exemplificou o senador, que ainda citou o caso do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. "No caso do ex-presidente do Banco Central (BC), se chegou ao extremo de permitir que ele prestasse depoimento por escrito. Uma coisa absolutamente inusitada quando a gente fala de uma testemunha", disse Vieira durante entrevista ao Estúdio i da Globonews nesta terça-feira (14). O relatório preliminar da CPI foi entregue pelo relator na manhã de hoje e a sessão que fará a leitura de um resumo do documento está marcada para as 14h. Nela, os parlamentares irão decidir se aprovam as propostas de indiciamentos e recomendações feitas por Vieira. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Entre os principais pontos do relório apresentado pelo senador Alessandro Vieira está o pedido de indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. De acordo com o relator da CPI, os ministros citados deveriam ter se declarado suspeitos para julgar o caso do Banco Master no Supremo, devido a supostas relações de proximidade com os envolvidos na investigação, principalmente o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro. Vieira enquadra os indiciados nos seguintes critérios de descumprimento da lei: ➡️Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa; Proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções. ➡️Ministro Gilmar Mendes Proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa. ➡️Procurador-geral da República, Paulo Gonet Ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições. Segundo a lei, isso significa "proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo". Vieira justificou os pedidos de indiciamento dizendo que ferramentas de investigação da comissão foram “sabotadas”. “Não conseguíamos fazer depoimentos porque os habeas corpus eram constantes”, exemplificou o senador, que ainda citou o caso do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. "No caso do ex-presidente do Banco Central (BC), se chegou ao extremo de permitir que ele prestasse depoimento por escrito. Uma coisa absolutamente inusitada quando a gente fala de uma testemunha". Críticas de Dino ao relatório da CPI Ao ser questionado sobre a possibilidade do relatório ser aprovado ou não na sessão de hoje, Vieira pontuou que só será possível saber quando a votação começar no plenário e viu com naturalidade críticas como a que foi feita pelo ministro do STF, Flávio Dino. Dino, que não é citado na CPI entre os ministros que Vieira quer indiciar, publicou uma mensagem em uma rede social em que saiu em defesa dos colegas. Dino afirmou se solidarizar com os colegas aos quais chamou de "alvo de injustiças". No texto, o ministro também destacou as ações do Supremo e da PGR contra o crime organizado. "É irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc..", introduziu Dino. "Atualmente há, por parte de alguns, o equívoco de apontar o STF como o 'maior problema nacional'. É um imenso erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige uma melhor reflexão quanto às consequências", prosseguiu. Análise de declarações de IR do Master segue pendentes A CPI terminará nesta terça sem concluir a análise dos documentos referentes a quatro anos de declarações de Imposto de Renda do Banco Master entregues à Comissão pela Receita Federal. Entre 2022 e 2025, o banco repassou R$ 7,3 bilhões a 2.939 pessoas físicas e empresas.
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