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    Recém-nascida de 18 dias morre após nascer com chikungunya em Alagoas

    22 hours ago

    Assim como dengue e zika, chikungunya também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti Getty Images Uma recém-nascida de 18 dias, identificada como Clarice, morreu nesta quarta-feira (8) após nascer com chikungunya em São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a mãe contraiu a doença no fim da gestação e transmitiu o vírus para a bebê durante o parto. 📱Participe do canal do g1 Alagoas O secretário de Saúde, Ademir Vieira, explicou que a criança nasceu sem complicações aparentes, mas já infectada. Ela ficou internada por 18 dias, porém morreu por falência múltipla de órgãos. "Ela nasceu de forma normal, perfeita, mas os sintomas já estavam instalados no organismo. Como era muito frágil, não resistiu à evolução da doença", afirmou o secretário ao g1. "Espero que esse caso sirva de alerta. Que tentem agilizar, o mais rápido possível, uma cura, para que, quando outro bebê, outro recém-nascido, for acometido por essa doença, essa vida possa ser salva. Infelizmente, para a nossa filha não houve salvação nem uma cura", disse João Paulo, pai de Clarice. Com a morte da recém-nascida, São Miguel dos Campos soma três óbitos relacionados à chikungunya em pouco mais de um mês. Em menos de 40 dias, mãe e filha morrem com suspeita de chikungunya no interior de Alagoas Mãe e filha vítimas da doença Na semana passada, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou as mortes de mãe e filha em decorrência de complicações clínicas associadas à doença. As vítimas eram Rubenita Lins dos Santos, de 60 anos, e a filha, Crisleine. Segundo o secretário, as duas apresentavam comorbidades que agravaram o quadro clínico. Rubenita morreu no dia 30 de maio. Já Crisleine foi internada no Hospital Helvio Auto, em Maceió, no dia 23 de junho e morreu no último sábado (4). LEIA MAIS: Aumentam casos de dengue e chikungunya em AL; veja como identificar sintomas Prevenção e combate ao mosquito Para conter os casos, a prefeitura intensificou o combate ao Aedes aegypti com visitas domiciliares em bairros de maior incidência para eliminar criadouros e orientar moradores. A Secretaria Municipal de Saúde reforçou o pedido para que a população elimine recipientes que possam acumular água parada. Além disso, a orientação é procurar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) logo aos primeiros sintomas. O tratamento deve ser iniciado rapidamente para reduzir o risco de agravamento da doença.
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