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    Quem é o deputado federal Josimar Maranhãozinho alvo de operação da PF sobre desvio de emendas

    7 hours ago

    PF faz buscas em operação que apura desvio de emendas O deputado federal Josimar Maranhãozinho, nome político de Josimar Cunha Rodrigues, voltou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (25), que investiga a suspeita de desvio de emendas do chamado "orçamento secreto". Filiado ao PL, ele representa o Maranhão na Câmara dos Deputados e preside o partido no estado. Atualmente, ele está licenciado do mandato na Câmara dos Deputados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça Natural de Várzea Alegre, no Ceará, Josimar construiu sua base política no município maranhense de Maranhãozinho, de onde tirou o sobrenome eleitoral. Ele foi prefeito da cidade por dois mandatos, entre 2005 e 2012, antes de chegar à Assembleia Legislativa do Maranhão e, depois, à Câmara dos Deputados. Em 2014, foi eleito deputado estadual com 99.252 votos. Em 2018, chegou à Câmara dos Deputados com 195.768 votos. Em 2022, foi reeleito deputado federal com 158.360 votos. A família de Josimar também tem presença na política. A esposa dele, Detinha, é deputada federal pelo Maranhão e já foi prefeita de Centro do Guilherme. A reportagem procurou a defesa do deputado, mas até a última atualização desta reportagem não recebeu retorno. Histórico de operações Deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL) Divulgação Com a ação desta quinta-feira (25), Josimar Maranhãozinho aparece como alvo em pelo menos três operações. A primeira é a Operação Descalabro, deflagrada pela Polícia Federal em 2020. A investigação mirou suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas à área da saúde no Maranhão. PF diz que possui imagens da entrega de dinheiro desviado ao deputado Josimar de Maranhãozinho No caso, a PF chegou a apontar suspeitas de peculato e lavagem de dinheiro. O deputado negou irregularidades e disse, à época, que os valores encontrados tinham origem em atividades empresariais e agropecuárias. A segunda é a Operação Maranhão Nostrum, de 2021, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão (MP-MA). A apuração investigou suspeitas de fraudes em licitações e contratos de fornecimento de medicamentos em municípios maranhenses ligados à base política do parlamentar. A terceira é a operação da Polícia Federal desta quinta-feira (25), que voltou a colocar o deputado no centro de uma investigação. Josimar foi alvo de buscas durante a Operação Afluente, que investiga a suspeita de desvio de emendas do chamado “orçamento secreto”. A ação dos investigadores apura os crimes de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro ligados a uma organização criminosa. Segundo a PF, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Distrito Federal, em Goiás e no Maranhão. Ainda de acordo com a PF, os valores teriam sido operacionalizados por intermédio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Posteriormente, esses mesmos valores teriam sido direcionados à contratação de empresas supostamente vinculadas, direta ou indiretamente, ao grupo investigado. Segundo interlocutores da polícia, um dos endereços-alvo da operação seria ligado ao próprio deputado, já que Josimar Maranhãozinho aparece como sócio de uma dessas empresas. Se a participação dos investigados e os fatos forem confirmados, eles poderão responder, segundo a PF, pelos crimes de corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa. A ação desta quinta-feira foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Outras investigações Além das operações, o deputado também foi citado em investigações envolvendo suposta venda ou desvio de emendas parlamentares. Em 2024, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Josimar e outros parlamentares do PL por suspeitas de corrupção passiva e organização criminosa em um caso ligado a recursos destinados ao município de São José de Ribamar. Em março deste ano, por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Josimar Maranhãozinho e mais duas pessoas, o deputado Pastor Gil (PL-MA) e o suplente João Bosco (PL-SE), Segundo a PGR, os parlamentares compunham o “núcleo central” da organização criminosa que atuou nas irregularidades com os recursos públicos. Eles são suspeitos de desviar R$ 1,6 milhão de emendas parlamentares. As defesas negaram a participação deles nos crimes. A Procuradoria-Geral da República apontou que Maranhãozinho coordenava a destinação das emendas. A PGR citou, também, que o deputado monitorava a liberação dos recursos e controlava planilhas de pagamento, além de realizar cobranças de propina quando necessário. Defesa Nos casos anteriores, Josimar Maranhãozinho negou irregularidades. Sobre a operação desta quinta-feira (25), a manifestação da defesa deve ser acrescentada assim que houver posicionamento oficial.
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