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    Quem é Erfan Soltani, o manifestante iraniano que será executado nesta quarta

    há 7 horas

    Erfan Soltani, manifestante preso no Irã Reprodução/Instagram O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, tem sua execução por enforcamento marcada para esta quarta-feira (14). Ele foi preso na última quinta (8), em sua casa, por sua conexão com protestos contra o regime dos aiatolás, na cidade de Karaj. Segundo o portal IranWire, ele trabalha na indústria de vestuário e havia recentemente ingressado em uma empresa privada. Aqueles que o conhecem o descrevem como apaixonado por moda e estilo pessoal. Suas redes sociais mostram um jovem que gosta de musculação, esportes e de levar uma vida simples. Erfan Soltani participou das manifestações que acontecem no Irã há cerca de um mês. A onda de protestos eclodiu em meio aos graves problemas econômicos enfrentados pela população e a forte desvalorização da moeda nacional, o rial. "Erfan havia recebido mensagens ameaçadoras de fontes de segurança antes de sua prisão, mas manteve-se firme nos protestos. Ele disse à família que estava sendo vigiado, mas se recusou a recuar", informou uma fonte ao portal IranWire. Protesto no Irã UGC via AP O manifestante foi preso perto de sua casa no distrito de Fardis, em Karaj. Durante três dias, sua família não teve notícias de seu paradeiro. No domingo (11), agentes de segurança entraram em contato com eles, confirmando que ele estava sob custódia e informando que já havia sido condenado à morte. Uma fonte próxima à família, falando sob condição de anonimato, disse ao portal IranWire: “A família está sob extrema pressão. Até mesmo um parente próximo, que é advogado, tentou assumir o caso, mas foi impedido e ameaçado por agentes de segurança. Disseram a ele: 'Não há processo para analisar. Anunciamos que qualquer pessoa presa nos protestos será executada." A sentença de Soltani é Moharebeh — que pode ser lida como "ódio contra Deus". O Irã é conhecido por executar centenas de pessoas por esse crime. Segundo a organização humanitária curdo-iraniana Hengaw, as autoridades locais informaram à família que a sentença era definitiva. Pessoas próximas a ele afirmaram ao portal NDTV que o manifestante não teve o direito de se defender antes de ser condenado. Seus familiares puderam apenas o visitar por 10 minutos. A repressão aos protestos que ocorrem no Irã já deixaram cerca de 2.000 pessoas mortas, afirmou na terça-feira (13) um membro do governo iraniano à agência de notícias Reuters.
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