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    Quem é ‘Chacal’, procurado pela morte de Ruy Ferraz e membro da ‘Sintonia Restrita’, grupo do PCC que monitora e ataca autoridades

    7 hours ago

    Exclusivo: informações que levaram à prisão de três suspeitos de planejar o assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo Apontado pela polícia como um dos responsáveis pelo monitoramento e planejamento do assassinato do delegado aposentado Ruy Ferraz Fontes, Pedro Luiz da Silva Moraes, conhecido como Chacal, é procurado por integrar a “Sintonia Restrita”, núcleo do PCC voltado à vigilância e execução de autoridades. Segundo investigadores, ele está fora do país e a última informação indica que estaria na Bolívia. Chacal tem 54 anos e estava preso no Carandiru durante o massacre de 1992, quando 111 detentos foram mortos. Ele deixou a cadeia em 2024 e tem passagens por tentativas de fuga e organização de rebeliões. Em 2019, foi transferido para presídios federais por determinação de Ruy Ferraz, o que, de acordo com a polícia, reforça a motivação de vingança. A investigação aponta que Chacal fazia parte do grupo que planejou a execução do ex-delegado, morto a tiros em Praia Grande. Ele é citado como integrante da Sintonia Restrita, setor do PCC responsável por monitorar, planejar e ordenar ataques contra agentes públicos. Um documento interceptado pelo Ministério Público menciona ordens contra o promotor Lincoln Gakiya e contra o próprio Ruy Ferraz. Segundo os investigadores, a execução foi planejada por um trio com histórico de crimes desde os anos 1990: Fernando Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca; Manuel Ribeiro Teixeira, o Manuelzinho; e Márcio Serapião de Oliveira, o Velhote. Todos já haviam sido presos em operações comandadas por Ruy Ferraz e, de acordo com a polícia, guardavam ressentimento desde então. As prisões dos três ocorreram quatro meses após o crime. A polícia chegou aos suspeitos a partir de um carro usado na fuga, que foi incendiado. No veículo, um Renegade furtado, foram encontradas impressões digitais de Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, preso em outubro. Ele confirmou encontros para planejar o assassinato e indicou outros envolvidos. Outro apontado como executor foi Humberto Alberto Gomes, que teria usado o carro empregado nos disparos. Após o crime, ele fugiu para o Paraná e morreu em confronto com a polícia. Mensagens recuperadas em celulares indicam que Humberto cumpria ordens e que toda a logística passava por Márcio Serapião, o Velhote. Para a polícia, o crime foi motivado por vingança. Investigadores afirmam que Ruy Ferraz estava jurado de morte desde 2005 e que, após se aposentar, passou a circular com mais frequência em Praia Grande, o que facilitou a ação dos criminosos. A defesa de Manuel Teixeira informou que aguarda acesso à investigação. Os advogados dos outros envolvidos não responderam. A polícia segue em busca de Chacal e de um outro suspeito ainda não identificado e afirma que a análise dos celulares apreendidos pode revelar a participação de mais pessoas. Detalhes inéditos da investigação mostram como foi o planejamento do assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes. Três suspeitos de planejar o crime foram presos na última terça-feira (13). O ex-delegado foi morto em uma emboscada em setembro de 2025, em Praia Grande, no litoral paulista, onde ocupava o cargo de secretário de Administração municipal. Segundo a polícia, os suspeitos presos são ligados ao PCC e queriam vingança. Há registro da atuação criminosa do trio desde os anos 1990. "Esses três homens têm uma carreira consolidada no crime há muito tempo. Eles eram os ladrões de banco mais conhecidos da época", disse o secretário da Segurança Pública de São Paulo, delegado Osvaldo Nico. Fernando Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca, foi preso e condenado por invasões a delegacias, roubo a banco e sequestro. Em 2006, comandou uma rebelião no presídio de Juqueirópolis (SP) e deixou a prisão em maio de 2024. Manoel Ribeiro Teixeira, o Manoelzinho, é irmão de Fernando. Ele teve nove condenações, que somam 51 anos de prisão, e passou 13 anos na cadeia até ser solto em 2023. Márcio Serapião de Oliveira, o Velhote, está no crime desde 1994 e teve envolvimento em tráfico de drogas, sequestros e roubos. O total das penas chega a 25 anos de prisão. Ele estava em regime aberto desde 2014. Todos já tinham sido presos, em algum momento, por equipes comandadas por Ruy Ferraz Fontes. O delegado estava jurado de morte desde 2005, segundo o secretário de Segurança Pública de São Paulo. Assassinato por vingança A investigação partiu de um carro carbonizado, que seria usado para a fuga. No veículo, do modelo Renegade, os policiais encontraram as impressões digitais de Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, preso em outubro de 2025, três semanas depois do crime. "A gente descobre que o Renegade, que foi furtado em março, ele passa em Jundiaí, a 200 metros da casa do Fernando, o Careca, o Azul", disse a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Ainda em outubro, uma denúncia anônima revelou à polícia que Manoel e o irmão Fernando se encontraram em um quiosque, na praia de Mongaguá, para planejar o assassinato de Ruy Ferraz. O motivo, segundo o informante, era vingança. O quiosque fica a cerca de 20 minutos de uma casa usada como esconderijo antes do crime. Ruy Ferraz Fontes Reprodução/TV Globo Em depoimento, Mascherano confirmou que esteve no mesmo quiosque com Umberto Alberto Gomes, apontado pela investigação como um dos executores. "O Umberto usava o carro que depois foi queimado, carbonizado, que era aquela SW4 preta que é usada para a execução mesmo, para os tiros", disse Ivalda. Depois do crime, Umberto fugiu para o Paraná e acabou morrendo em confronto com a polícia, em novembro de 2025. "Dois celulares dele nós conseguimos recuperar. Extraímos os dados e ali que nós conseguimos ver que ele era um cumpridor de ordens da execução. E quem fala com ele é o Velhote. O Velhote fornece para ele e fala: 'Olha, vai para Curitiba', que é onde ele foi localizado, entrou em confronto e morreu", disse a delegada Ivalda. Em uma das mensagens encontradas, Umberto indica a importância de Marcos, o Velhote, apontado como responsável pela logística e pelo planejamento: "Tem que bater no velho, e o velho direciona. Tudo tem que passar pelo velho primeiro". A polícia também identificou a existência de um segundo carro, que teria dado o sinal para a execução. Era dentro desse veículo que provavelmente estava o Velhote. O automóvel, no entanto, ainda não foi localizado. Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi o endereço de Fernando Teixeira, o Azul. Na carteira de motorista expedida em setembro de 2024, ele aparece morando em uma rua tranquila de São Caetano do Sul, a poucos metros da casa de Ruy Ferraz. Exatamente um ano depois, o ex-delegado foi assassinado. "É uma forma que eles usam. Eles se aproximam, moram perto, frequentam lugares perto, passam despercebidos", disse a delegada Ivalda. Polícia busca quarto suspeito Além dos três presos nesta semana, a polícia acredita que um quarto integrante do PCC participou da organização do crime: Pedro Luiz da Silva Moraes, o Chacal. Chacal tem 54 anos e passou 35 deles preso. Ele estava no complexo do Carandiru quando houve o massacre de 1992. Sua ficha criminal inclui uma série de tentativas de fuga e organização de rebeliões em presídios. Ele está fora da cadeia desde 2024. Segundo os investigadores, Chacal é um dos responsáveis pelo planejamento da execução de Ruy Ferraz Fontes. A última informação da polícia é de que ele está na Bolívia. Chacal foi um dos chefes do PCC transferidos para presídios federais em 2019, a mando de Ruy Ferraz. Ele faz parte do "Sintonia Restrita", grupo da facção responsável pelo monitoramento e assassinato de autoridades. Em setembro de 2025, logo depois do crime, o Fantástico mostrou, com exclusividade, um documento produzido pelo Ministério Público de São Paulo com ordens interceptadas do comando do PCC. A advogada de Manoel Teixeira disse por telefone que só vai se manifestar após ter acesso ao processo. A reportagem não recebeu resposta da defesa de Felipe Avelino e não conseguiu localizar os advogados de Fernando Teixeira e Márcio Serapião. Felipe é uma das oito pessoas presas na primeira fase da investigação que já foram denunciadas pelo crime. A polícia ainda tenta prender Chacal e outro homem que não teve a identidade revelada e também faria parte do grupo responsável pelo planejamento da emboscada. As prisões de Fernando, Manoel e Márcio, na última terça-feira (13), podem ainda levar a outros nomes. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.
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