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    Quem é a veterinária influencer presa suspeita de vender xampu de cavalo para uso humano

    7 hours ago

    Justiça concede liberdade para suspeita de venda de xampu de cavalo para humanos A médica-veterinária e influenciadora Raylane Diba Ferrari, de 29 anos, foi presa na segunda-feira (4), em Campo Grande, suspeita de vender xampu de uso veterinário para aplicação em cabelo humano. Ela pagou fiança de R$ 4,8 mil e foi solta nesta terça-feira (5). Com mais de 500 mil seguidores nas redes sociais, Raylane ganhou visibilidade ao misturar humor, rotina profissional e dicas de beleza. A atuação como influencer é um dos pontos centrais da investigação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Quem é Raylane Diba Ferrari Formada em Medicina Veterinária em 2019, Raylane construiu sua presença digital compartilhando o dia a dia em atendimentos a animais e conteúdos descontraídos. Ao mesmo tempo, passou a divulgar produtos voltados à estética, principalmente para cabelo. Os vídeos possuem linguagem direta e busca engajamento com o público. Como ficou conhecida nas redes Veterinária influencer é presa por vender shampoo de cavalo para uso humano em MS O crescimento nas redes veio com vídeos virais e publicações frequentes. Raylane se comunica de forma informal e próxima dos seguidores. Em um dos conteúdos, ela defende o uso de produtos veterinários em humanos: "Vocês concordam comigo que, se eu sou veterinária, posso usar produtos veterinários no meu cabelo, né? Ah, não pode? Olhem aqui o tamanho desse meu cabelão. Não pode é ficar careca" Ela também afirmou, em vídeo, ter vendido mais de 20 mil unidades do produto. LEIA TAMBÉM: Vídeo mostra veterinária injetando substância em xampu de cavalo vendido a humanos; defesa afirma que ela só revendia produto Veterinária presa suspeita de vender xampu de cavalo fazia propaganda nas redes sociais: 'Olhe meu cabelão' Veterinária influencer é presa suspeita de vender xampu de cavalo para uso humano em MS O que vendia Defesa diz que veterinária apenas divulgava, apesar de vídeo indicar manipulação de xampu de cavalo Redes sociais O principal item divulgado era um xampu de uso veterinário, indicado originalmente para cavalos, mas promovido por ela como solução para crescimento e fortalecimento capilar em humanos. Além disso, também havia produtos voltados a cães, divulgados com promessas de benefícios estéticos. Onde atuava Raylane mantém um pet shop no bairro Universitário, em Campo Grande. O local é usado tanto para atendimento quanto, segundo a polícia, para armazenamento e envio dos produtos vendidos pela internet. Durante a operação, foram encontrados itens já embalados para entrega a clientes de diferentes regiões do país. Público-alvo O conteúdo da influencer é direcionado principalmente a pessoas interessadas em cuidados com o cabelo. As postagens excluídas do perfil após a prisão, destacavam resultados rápidos e apelavam para quem buscava crescimento ou recuperação dos fios. A base de seguidores, numerosa, ampliava o alcance das vendas. O caso e a investigação Veterinária ensinava como usar o shampoo nas redes sociais. Redes sociais/Reprodução A prisão ocorreu após investigação apontar a comercialização de produtos veterinários para uso humano. A Polícia Civil apura se houve manipulação irregular das substâncias antes da venda. Segundo o boletim de ocorrência, um funcionário foi flagrado adicionando conteúdo a um xampu com o uso de seringa. Imagens analisadas também mostram a própria veterinária manuseando produtos, o que levanta dúvidas sobre a versão apresentada pela defesa. Versões em conflito A defesa afirma que Raylane não produzia os itens nem tinha conhecimento técnico sobre a composição. Segundo o advogado, ela apenas divulgava produtos já disponíveis no mercado, como outros influenciadores. Já a investigação aponta indícios de participação na manipulação. O caso segue em apuração e deve esclarecer qual foi o nível de envolvimento da veterinária. O que aconteceu após a prisão Após audiência de custódia, a Justiça determinou medidas cautelares. Raylane teve o direito de atuar como médica-veterinária suspenso e deve cumprir prisão domiciliar, além de comparecer às audiências. As investigações continuam e analisam vídeos, produtos apreendidos e outros materiais para entender como funcionava a venda e possível preparação dos itens. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:
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