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    Quaest: 83% dos brasileiros consideram que sociedade precisa dar mais atenção aos animais silvestres

    1 week ago

    Onça-pintada é vista em área queimada no Parque Estadual Encontro das Águas, no Pantanal. Andre Penner/AP Pesquisa Quaest aponta que 83% dos brasileiros consideram que a sociedade precisa dar mais atenção à proteção dos animais silvestres. Apenas 12% afirmam que esses animais estão recebendo o cuidado necessário no Brasil. A pesquisa também mostra que 92% dos brasileiros consideram "muito importante" (83%) ou "importante" (9%) preservar os animais silvestres, e 68% afirmam que o tema deve estar entre as prioridades do país. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Veja os números: Pergunta: Das frases a seguir, com qual delas você mais concorda? A sociedade precisa dar mais atenção à proteção dos animais silvestres: 83%; Os animais silvestres estão recebendo o cuidado necessário no Brasil: 12%; Não sabe/não respondeu: 5%. Pergunta: O quanto é importante para você preservar os animais silvestres no Brasil? Muito importante: 83%; Importante: 9%; Pouco importante: 3%; Nada importante: 4%; Não sabe/não respondeu: 1%. Pergunta: Considerando a situação atual do Brasil, preservar o meio ambiente e os animais silvestres: Deve estar entre as prioridades do país: 68%; É importante, mas há outros temas mais prioritários: 26%; Não é um tema importante neste momento: 3%; Não sabe/não respondeu: 3%. A pesquisa do Instituto Vida Livre, realizada pela Quaest, ouviu 2.000 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 3 e 16 de julho de 2025. A coleta foi feita de forma online, por meio de questionários estruturados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Responsabilidade compartilhada Para 72% dos brasileiros, cuidar dos animais silvestres é uma responsabilidade dividida entre o governo e a sociedade. Outros 14% acreditam que a responsabilidade deve recair mais sobre o governo, e 12% afirmam que cabe mais à sociedade. A percepção de que o cuidado é dever de todos é mais forte entre quem tem ensino médio ou superior: 80% dos entrevistados nessas faixas apontam responsabilidade compartilhada, ante 58% entre os que estudaram até o ensino fundamental. Já a autorresponsabilização da sociedade é maior entre quem tem menor escolaridade: 22% dos entrevistados com ensino fundamental afirmam que o cuidado é mais da sociedade, contra 7% no ensino médio e 6% no ensino superior. Veja os números: Pergunta: Na sua opinião, de quem é a responsabilidade de cuidar dos animais silvestres no Brasil? Do governo e da sociedade: 72%; É mais do governo: 14%; É mais da sociedade: 12%; Não sabe/não respondeu: 2%. Caça, contrabando e penas mais duras A demanda por mais atenção aos animais silvestres aparece também na avaliação de práticas que colocam a fauna em risco. Segundo a pesquisa: 84% concordam que o contrabando de animais silvestres é um problema sério no Brasil; 83% defendem que a pena para quem caça animais silvestres deveria ser mais rigorosa; 72% discordam que o Brasil deveria liberar a caça de animais silvestres para a população; 67% discordam que seja aceitável o uso de animais silvestres em espetáculos de circo; 58% discordam que empresas devam testar produtos em animais antes de testar em humanos. Em relação à extinção, 86% dos entrevistados concordam que evitar a extinção dos animais silvestres é essencial para manter o equilíbrio da natureza. Apenas 14% concordam com a frase de que, mesmo com a perda de espécies, a natureza se adapta sozinha. "Eu acredito muito que a gente tem um privilégio aqui no Brasil de ter a maior biodiversidade do mundo — e, junto com isso, o desafio e a responsabilidade de cuidar bem dela", afirma Roched Seba, fundador e diretor do Instituto Vida Livre. "A ideia dessa pesquisa foi exatamente essa: fazer perguntas e conhecer melhor a percepção do nosso povo em relação à causa dos animais silvestres e às questões associadas". Desde 2003, o mico-leão-dourado é classificado como espécie ameaçada de extinção. Breno Tardin Acidentes urbanos Quando perguntados sobre quem deveria ser responsável pelo resgate e pelos custos em caso de acidente com animal silvestre em área urbana, os entrevistados se dividem: 35% afirmam que a responsabilidade deve ser de quem causou o acidente, 34% apontam a prefeitura ou o governo e 26% citam as ONGs. Outros 5% não souberam ou não responderam. A divisão acompanha a percepção de quem afirma encontrar animais silvestres com frequência em áreas urbanas: 60% dizem ver esses animais em ruas, parques e quintais frequentemente ou muito frequentemente, enquanto 37% afirmam que isso é raro ou que nunca presenciaram a situação. Confiança e engajamento Em uma escala de 0 a 10, a pesquisa mostrou ainda que as ONGs receberam a maior nota média de confiança entre as instituições avaliadas: 5,9. As empresas privadas obtiveram média de 5,4, e o governo, 4,1. Apesar de 93% dos brasileiros concordarem que pequenas atitudes individuais podem fazer a diferença para os animais silvestres, a doação para associações locais ainda é menos comum que outras formas de engajamento. Nos últimos dois anos: 51% doaram dinheiro para alguma igreja; 46% participaram de alguma mobilização online; 38% doaram dinheiro para alguma associação local. Entre quem apoia organizações sem fins lucrativos, o principal motivo é a percepção de responsabilidade social em ajudar o próximo (34%), seguido pela busca por bem-estar pessoal (18%) e pela percepção de que o governo não ajuda como deveria (17%). "A pesquisa mostra que 75% dos lares brasileiros possuem animais domésticos, 92% consideram importante ou muito importante preservar a fauna silvestre, 59% da população já consome conteúdos sobre animais com frequência e 93% acreditam que pequenas atitudes individuais fazem a diferença", acrescenta Marina Siqueira, cientista política e diretora de Sustentabilidade e Riscos da Quaest. "Nosso desafio agora é transformar esse afeto e interesse digital em mobilização real, oferecendo canais claros para que o cidadão se sinta corresponsável pelo futuro das nossas espécies". LEIA TAMBÉM: Governo alemão contesta museu e diz não acreditar em morte de baleia jubarte 'Timmy' Nuvem ‘arco-íris’ viraliza e chama atenção na Indonésia; entenda o fenômeno raro Por que Amsterdã proibiu qualquer propaganda de carne nas ruas Tocantins virou rota do tráfico de animais
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