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    Professores protestam e param atividades em frente à Semed em São Luís

    2 months ago

    Professores protestam e param atividades em frente à Semed em São Luís Divulgação Professores da rede municipal de ensino realizaram uma mobilização na manhã desta quarta-feira (8), em frente à Secretaria Municipal de Educação (Semed), na Avenida Castelo Branco, no bairro São Francisco, em São Luís. O ato começou às 8h e marca uma paralisação da categoria, que cobra diálogo e valorização profissional. O principal motivo do protesto é uma nova orientação da Secretaria Municipal de Educação (Semed) sobre o cumprimento de um terço da jornada de trabalho sem interação com estudantes. Esse período é destinado a atividades pedagógicas, como correção de provas, planejamento e preenchimento de sistemas. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp No entanto, a Semed passou a exigir que esse tempo seja cumprido dentro das escolas. Segundo os professores, a medida ignora a realidade das unidades, que muitas vezes não têm estrutura adequada, como salas apropriadas ou recursos tecnológicos. “Segundo a lei do piso, nós temos direito a um terço da nossa jornada sem interação com estudantes. Nesse tempo, nós estudamos, fazemos atividades pedagógicas, corrigimos provas e preenchemos sistemas de monitoramento de notas. Mesmo sendo um período curto, temos muitas atividades para fazer”, explica a professora Ana Paula, em entrevista ao g1. Saúde mental e falta de diálogo Além das questões estruturais, os profissionais denunciam sobrecarga de trabalho, que tem levado ao adoecimento de professores da rede municipal. O Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Pública Municipal de São Luís (Sindeducação), que convocou a mobilização, afirma que a hora-atividade também é um direito voltado à formação continuada e ao aperfeiçoamento do ensino. A categoria afirma que tenta estabelecer diálogo com a Prefeitura de São Luís e com a Secretaria de Educação há dois anos, sem sucesso. Segundo os manifestantes, a mobilização desta quarta-feira busca pressionar por negociação sobre pautas consideradas urgentes e que impactam diretamente a qualidade da educação pública na capital.
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