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    Prisão de 'megatraficante', bloqueio de R$ 100 milhões e contrato com prefeitura: entenda operação contra esquema de tráfico interestadual

    3 months ago

    Operação Argos: entenda o esquema de narcotráfico e lavagem de dinheiro de SP para o NE que bloqueou R$ 104 milhões Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil da Paraíba deflagrou a Operação Argos nesta quinta-feira (26) para desarticular uma organização de narcotráfico interestadual e lavagem de dinheiro. A ação cumpre mais de 80 mandados em quatro estados brasileiros, focando no transporte de drogas e na estrutura financeira do grupo. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 104 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados. O grupo era liderado por Jamilton Alves Franco, o "Chocô", apontado como o maior fornecedor de cocaína para estados do Nordeste. A investigação revelou um esquema sofisticado que movimentou cerca de R$ 500 milhões desde 2023. A organização utilizava carretas para o transporte clandestino e empresas de fachada para integrar o capital ilícito à economia formal. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp LEIA TAMBÉM Organização criminosa alvo de operação contra narcotráfico tinha contratos com a prefeitura de Pombal, diz Polícia Civil Operação Argos: drogas saíam de São Paulo em grandes caminhões para estados do Nordeste, diz polícia Traficante apontado como maior fornecedor de drogas para a Paraíba é preso em condomínio de luxo no interior de SP Veja os vídeos que estão em alta no g1 O que é a Operação Argos e qual é seu objetivo? A Operação Argos é uma ação da Polícia Civil da Paraíba para desarticular uma organização criminosa estruturada para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O objetivo é interromper o transporte interestadual de entorpecentes e enfraquecer financeiramente o grupo por meio de prisões e apreensões de bens. A investigação teve início em 2023 após grandes apreensões de drogas no estado. Quem são os principais líderes presos na ação? O principal alvo é Jamilton Alves Franco, o "Chocô", preso em um condomínio de luxo em Hortolândia (SP). Ele é apontado como o maior fornecedor de cocaína para Paraíba, Pernambuco e Ceará. Também foi preso Luciano Moraes, identificado como o principal operador da organização na Paraíba, atuando na cidade de Pombal. Quais estados foram atingidos pela operação policial? A operação cumpre mandados em 13 cidades espalhadas pelos estados da Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso. Ao todo, foram expedidos 44 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão. Desse total de 44 ordens de prisão, 32 foram determinadas pela Justiça apenas na Paraíba, contra integrantes da organização criminosa. Como funcionava o esquema de transporte das drogas? Os entorpecentes saíam de São Paulo e das fronteiras com Bolívia e Paraguai em grandes carretas com destino ao Nordeste. Muitas vezes, a droga era colocada clandestinamente em cargas lícitas sem o conhecimento das empresas de transporte. São Paulo funcionava como o centro de distribuição (hub) para o envio das grandes cargas articuladas por "Chocô". Quanto dinheiro foi bloqueado e qual o montante movimentado pelo grupo? A Justiça determinou o bloqueio de R$ 104.881.124,34 em contas bancárias ligadas a 199 investigados. Além disso, foi decretado o sequestro de 13 imóveis de alto padrão e 40 veículos, incluindo carros de luxo. Segundo a Polícia Civil, o esquema financeiro da organização teria movimentado cerca de R$ 500 milhões desde 2023. Como a organização realizava a lavagem de dinheiro? O grupo utilizava um núcleo financeiro composto por familiares, "laranjas" e empresas de fachada. Os recursos eram pulverizados para a aquisição de bens de luxo e imóveis. Uma ex-bancária e uma médica são investigadas por movimentar milhões de reais para o grupo, auxiliando na ocultação e integração do capital ilícito à economia lícita. Houve envolvimento de empresas em contratos públicos? A investigação revelou que empresas ligadas à organização participavam de licitações e mantinham contratos públicos, como na Prefeitura de Pombal. Uma empresa de construção recebeu cerca de R$ 3 milhões em 2024 sem possuir funcionários registrados. Até o momento, a polícia afirma que não há indícios de envolvimento direto das administrações municipais nos crimes investigados O g1 entrou em contato com a prefeitura da cidade, que informou desconhecer essa informação e disse que o setor jurídico vai ser acionado para apurar junto à delegacia de Polícia Civil quais empresas são essas. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
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