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    Preso, Anderson Torres deve depor por vídeo em investigação sobre criação ilegal de aves

    há 2 meses

    Anderson Torres durante segundo dia de interrogatórios no núcleo crucial da trama golpista na Primeira Turma do STF Evaristo Sá/AFP O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o ex-ministro da Justiça Anderson Torres a prestar depoimento, por videoconferência, na investigação que apura uma suposta criação irregular de pássaros silvestres na casa do político. Anderson Torres está preso desde novembro de 2025 no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como "Papudinha", cumprindo a pena de 24 anos a que foi condenado pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Enquanto isso, a Polícia Federal segue investigando a denúncia de que Torres criava aves silvestres em gaiolas sem a documentação devida. Nos próximos dias, a Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente da Polícia Federal deverá agendar uma data, junto à administração da Papudinha, para que Torres preste o depoimento por videoconferência. Por enquanto, Torres é apenas investigado no caso – ou seja, não há denúncia formal à Justiça. O g1 tenta contato com a defesa do ex-ministro nessa investigação. Em maio de 2023, agentes do Ibama e do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) apreenderam 50 gaiolas com várias aves, de diferentes espécies, na casa do político. À época, Torres cumpria prisão preventiva pela suposta omissão no dia dos atos golpistas. Relembre abaixo: Ibama encontra 60 aves silvestres na casa de Anderson Torres Criação ilegal na casa da mãe No momento da apreensão em 2023, o Ibama indicou que havia, inclusive, uma ave com a pata mutilada no "plantel" de Anderson Torres. O instituto afirmou, ainda, que encontrou informações inconsistentes no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (Sispass). ➡️O ministro afirmou, no Sispass, que havia transferido a criação para sua mãe. Ambos, no entanto, informavam o mesmo endereço no registro. ➡️Ainda segundo o Ibama, o ministro e a mãe teriam ultrapassado o limite anual de transferência de aves entre criadores amadores (que varia de estado para estado, mas nunca ultrapassa 35 pássaros). O inquérito aberto contra Torres cita as possíveis condutas – que podem, ou não, constar em uma denúncia futura: maus-tratos a espécie ameaçada de extinção (Bicudo – Oryzoborus maximiliani); crime contra a fé pública da União (falsificação de selo público federal – no caso, as anilhas de identificação das aves); falsidade ideológica no possível uso da mãe como "laranja" para fraudar o SisPass. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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