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    Prefeito de Cabedelo afastado em operação que investiga elo com facção criminosa prometeu barrar crime organizado

    1 month ago

    Edvaldo Neto, presidente da Câmara Municipal, toma posse como prefeito interino de Cabedelo Plínio Almeida/TV Cabo Branco O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), eleito neste domingo (12) em eleições suplementares, havia prometido barrar a contratação de pessoas ligadas ao crime organizado na cidade. Seu afastamento é fruto de uma operação da Polícia Federal, nesta terça-feira (14), que investiga um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e a ligação de agentes políticos com a facção criminosa. Em sua primeira declaração após a eleição, ainda no domingo (12), Edvaldo Neto disse que iria enviar um projeto para a Câmara de Vereadores da cidade para barrar a contratação de pessoas ligadas ao crime organizado na cidade. LEIA TAMBÉM: Quem é Edvaldo Neto, prefeito de Cabedelo afastado "Há um descrédito com a classe política não só aqui em Cabedelo, em todo o país. Nós estamos aqui para dar a cara a tapa e dizer que queremos fazer diferente", disse. De acordo com a defesa de Edvaldo Neto, o projeto foi encaminhado na segunda-feira (13) ao Poder Legislativo Municipal com o objetivo de proibir a contratação, pela Administração Pública, de pessoas que respondam a processos ou inquéritos relacionados ao tráfico de drogas e à organização criminosa. O Projeto de Lei nº 092 dispõe sobre a nomeação e/ou contratação de pessoal no âmbito da administração pública. Na mesma entrevista, Edvaldo Neto comentou que "qualquer pessoa que responda por crimes afeitos ao tráfico de drogas e facções criminosas" seria afastada da gestão. Prefeito de Cabedelo é afastado em operação da Polícia Federal Entenda operação da PF A Operação Cítrico, que resultou em sua prisão, teve como objetivo investigar um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e a ligação de agentes políticos com a facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”. A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes de organização criminosa, voltado à perpetuação de contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, cujo valor pode chegar até R$ 270 milhões de reais. De acordo com a Polícia Federal, a investigação segue em andamento e os fatos apurados poderão ensejar responsabilização pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, sem prejuízo de outros ilícitos eventualmente identificados no curso da apuração. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
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