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    Preço do self-service pode dobrar de uma região para outra em SP; saiba onde a refeição é mais cara e onde é mais barata

    há 2 meses

    Self-service pode custar o dobro dependendo da região da capital paulista Um levantamento realizado pelo Procon-SP, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra que o preço para comer fora de casa em restaurantes self-service varia significativamente entre as regiões da cidade de São Paulo. Na modalidade de preço fixo, a diferença entre a região mais cara e a mais barata chega a 94,3%. Enquanto na Zona Norte o valor médio é de R$ 36,74, na Sul é de R$ 71,39, quase o dobro do valor. Já no sistema por quilo, a variação é menor, mas ainda relevante: os preços vão de R$ 79,49, na Zona Norte, a R$ 94,36, na Oeste. Uma diferença de 18,7%. A pesquisa analisou 350 estabelecimentos nas cinco regiões da capital com dados coletados até o mês de fevereiro deste ano. O estudo acompanha a evolução dos preços desde 2020 e considera diferentes modalidades de refeição. No geral, o preço médio do self-service por quilo na cidade é de R$ 86,86, enquanto o que oferece preço fixo registra média de R$ 58,91. Outras opções mais econômicas aparecem no levantamento, como o prato-feito, com média de R$ 38,65, e o prato executivo de frango, que custa em média R$ 42,98. Os dados mostram que a localização influencia diretamente no valor pago pelo consumidor. Regiões com maior concentração de empresas e maior poder aquisitivo tendem a apresentar preços mais elevados, além de oferecer cardápios mais variados, com itens de maior custo. A pesquisa também aponta que muitos restaurantes oferecem mais de uma modalidade de refeição, o que amplia as opções, mas exige atenção na comparação de preços e no custo-benefício na hora da escolha. Na análise histórica, o levantamento indica que o preço do self-service por quilo foi o que mais subiu nos últimos anos. Desde 2020, a alta acumulada chega a 65,93%, acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no mesmo período, de 40,23%.
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