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    Policial civil é alvo de nova fase de operação que apura cartel de placas de veículos que atuava em MG e no RJ

    1 day ago

    Um policial civil foi alvo da segunda fase da operação que investiga um cartel de placas de veículos que atuava em cidades da Zona da Mata mineira e do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (10). Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ele é suspeito de repassar informações sigilosas da Polícia Civil ao grupo criminoso. O nome dele não foi divulgado, assim como a cidade em que atua. Nesta fase da ação, chamada de ‘Guildas Medievais’, os investigadores apuram a existência de um possível núcleo de corrupção dentro da associação, com indícios de participação de agentes públicos no esquema criminoso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Foram cumpridos oito mandados judiciais em Ubá, entre eles dois de busca e apreensão e um de afastamento de servidor, além de uso de tornozeleira eletrônica. O MPMG não informou se o servidor afastado é o policial civil. A operação foi realizada pelo MPMG e pela Polícia Civil e investiga uma organização criminosa que controlava o mercado de fabricação e estampagem de placas automotivas na Zona da Mata e em outras regiões do país. Médico foi preso na primeira fase Materiais apreendidos durante operação 'Guildas Medievais' na Zona da Mata e no RJ MPMG/Divulgação Um médico de Ubá foi preso na primeira fase da operação em maio. Ao todo, foram cumpridos 37 mandados judiciais nas cidades de Muriaé, Perdões, Ubá, Visconde do Rio Branco, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. 19 mandados de busca e apreensão; 10 medidas cautelares de monitoramento eletrônico (tornozeleira eletrônica); 8 determinações de suspensão de atividades de empresas ligadas à estampagem e comercialização de placas veiculares. Além disso, mais de R$ 30 mil em espécie, armas de fogo, computadores e celulares foram apreendidos durante a operação. Como funcionava o esquema criminoso Os crimes investigados incluem corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de cartel e organização criminosa. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, os suspeitos se dividiam em núcleos para garantir o monopólio do setor. O grupo aliciava empresas de placas automotivas para participarem de um cartel que funcionava por meio de: Fixação artificial de preços e manipulação da oferta de produtos; Controle do faturamento declarado por dezenas de empresas; Distribuição de lucros entre os participantes com base em critérios internos, como o tempo de atuação de cada um no mercado. Segundo o Gaeco, os empresários que tentavam resistir ao esquema eram ameaçados. A apuração também aponta o uso de 'laranjas' para ocultar valores e lavar o dinheiro obtido ilegalmente. ASSISTA: Sete são presos em operação contra o Comando Vermelho em JF e RJ Sete são presos em operação contra o Comando Vermelho em JF e RJ VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
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