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    Policiais militares são absolvidos 10 anos após desaparecimento de jovem em MT; júri aponta falta de provas

    6 hours ago

    Família sofre com desaparecimento de parente em cidade de MT Os policiais militares Odjarma Jesus de Almeida, Jucival Claro da Silva e Luan Antoniel da Cruz Gomes, acusados de envolvimento no desaparecimento e na morte de Ronaldo Vargas da Cunha, de 25 anos, foram absolvidos pelo Tribunal do Júri nessa sexta-feira (10), em Rosário Oeste, quase 10 anos após o crime. Após dois dias de julgamento, os jurados decidiram pela absolvição por entenderem que não havia provas suficientes de que o crime ocorreu. Ronaldo desapareceu em dezembro de 2016, depois de uma abordagem policial no bairro Nossa Senhora Aparecida, enquanto seguia para a casa da avó. O corpo dele nunca foi encontrado. 'Não durmo', diz avó de jovem de MT que teria sido assassinado por PMs Durante o julgamento, 23 testemunhas foram ouvidas. Os três policiais também prestaram depoimento e responderam às perguntas do Ministério Público, da defesa e do juiz. Ao fim da sessão, o MP e a defesa informaram que não pretendem recorrer da decisão. Com isso, o processo transitou em julgado. Os policiais responderam ao processo em liberdade e continuam na corporação. A exceção é Odjarma, que passou para a reserva remunerada em fevereiro de 2023, após 30 anos de serviço. ✅📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Relembre o caso Ronaldo Vargas da Cunha Reprodução/ Facebook Ronaldo desapareceu no dia 13 de dezembro de 2016, após uma abordagem policial em Rosário Oeste, após sair da casa de um amigo e ir em direção a casa da avó. O corpo dele nunca foi encontrado. Na época, a família cobrava respostas sobre o desaparecimento e dizia que a falta do corpo impedia a realização do velório e do enterro. Em entrevista à TV Centro América, a avó de Ronaldo, Ana Maria da Silva, contou que ainda esperava pela volta do neto. Segundo ela, Ronaldo relatava que estava sendo ameaçado por um policial. “Sempre ele falava: 'vó, fulano está me ameaçando'. [Eu dizia] 'Não vai, Naldo, na rua, não anda mais de noite. Ele vai pegar você'. 'Não estou fazendo nada de errado, vó'. 'Não interessa, filho, ele já está ameaçando, ele vai te pegar'”, contou a idosa. A família registrou o desaparecimento e fez buscas por conta própria, mas não encontrou o jovem.
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