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    Policiais e manifestantes se enfrentam em La Paz após semanas de protestos contra presidente Rodrigo Paz na Bolívia

    3 weeks ago

    Manifestantes chutam bomba de gás lacrimogêneo lançada por policiais em meio a protestos em La Paz, na Bolívia JORGE BERNAL / AFP Policiais da tropa de choque entraram em confronto com manifestantes, nesta segunda-feira (18), durante uma marcha multitudinária de trabalhadores, que exigem a renúncia do presidente de centro-direita Rodrigo Paz, pressionado por bloqueios que cercam a capital há mais de duas semanas,. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Apenas seis meses depois de assumir o poder, Paz se encontra acuado devido a protestos de camponeses, operários, mineiros e professores que exigem medidas para enfrentar a pior crise econômica da Bolívia em quatro décadas. Um grupo de mineiros tentou entrar na Praça de Armas, onde fica o Palácio de Governo, mas policiais antidistúrbios os repeliram com gás lacrimogêneo. Em resposta, os manifestantes lançaram explosivos e pedras contra os agentes. Manifestações também foram registrados na praça Murillo, no centro de La Paz. Até o momento, as autoridades não informaram sobre presos ou feridos. Vídeos em alta no g1 Em meio ao barulho de fortes detonações e palavras de ordem contra o governo, milhares de manifestantes avançam pelas ruas do centro de La Paz, onde quase todos os comércios fecharam as portas. Agravamento da crise Os confrontos ocorrem em meio ao agravamento da crise econômica e social no país. Seis meses após assumir o cargo com ampla vitória eleitoral, Paz enfrenta pressão crescente de diferentes setores. A Bolívia vive escassez de dólares, queda na produção doméstica de energia e falta de combustíveis. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 14% em abril, na pior crise econômica do país em 40 anos. Nos últimos dias, protestos de operários, professores, caminhoneiros, camponeses e grupos indígenas se espalharam pelo país. As categorias pedem reajustes salariais, medidas contra a inflação e criticam possíveis privatizações de empresas públicas.
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