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    Polícia prende últimos foragidos e conclui operação contra plano do PCC para matar autoridades no interior de SP

    7 hours ago

    Veículos, celulares e documentos estão entre as apreensões Emerson Sanchez/TV Tem Os dois últimos foragidos investigados por suspeita de envolvimento em um plano de assassinato contra autoridades do Oeste Paulista foram presos nesta sexta-feira (14), em Presidente Prudente e Álvares Machado (SP). Com as prisões, a polícia concluiu a Operação Recon, iniciada em 24 de outubro de 2025. Na ocasião, a ação foi deflagrada para impedir um suposto plano de assassinato contra o promotor de Justiça Lincoln Gakiya e o coordenador de presídios Roberto Medina, responsável por unidades prisionais da região oeste do estado de São Paulo. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Nesta sexta-feira, em uma ação conjunta, equipes da Polícia Civil, por meio do Grupo de Operações Especiais (GOE/DEIC 8), e da Polícia Militar, pelo 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (8º BAEP), localizaram e prenderam os dois últimos investigados que ainda estavam foragidos. Com as prisões, os quatro integrantes indiciados por participação na célula de reconhecimento e vigilância estão atualmente sob custódia do Estado, segundo as autoridades. A Polícia Civil ainda representou ao Poder Judiciário que os quatro presos sejam recolhidos sob o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), compatível com o perfil criminal apurado nas investigações. Relembre o caso Após meses de investigações, perícias e cruzamento de dados obtidos com o material apreendido nas buscas domiciliares, a 1ª DIG/DEIC 8 concluiu o inquéritdo do caso. A partir das investigações, a Justiça decretou as prisões preventivas de quatro envolvidos, identificados como integrantes da célula responsável pelo monitoramento e mapeamento de autoridades públicas, pela prática do crime de integrar organização criminosa majorado. O Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecou), ofertou denúncia em face dos investigados. O Poder Judiciário, por intermédio da 3ª Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores da Capital, deferiu integralmente o pedido, decretando as quatro prisões preventivas. Polícia Civil e MP desarticulam plano do PCC para matar autoridades em Prudente Na época, três pessoas foram detidas. Motos, carros, computadores, notebooks, celulares, dinheiro e diversos documentos fioram apreendidos em 24 de outubro de 2025, durante a Operação Recon, que cumpriu 25 mandados de busca nas cidades de Presidente Prudente (11), Álvares Machado (6), Martinópolis (2), Pirapozinho (2), Presidente Venceslau (2), Presidente Bernardes (1) e Santo Anastácio (1). Entre os suspeitos detidos, uma pessoa prestou depoimento e foi liberada posteriormente, enquanto os outros dois permaneceram presos. Os flagrantes foram registrados por tráfico de drogas. As identidades dos detidos e os detalhes sobre o suposto envolvimento deles no plano não foram divulgados pelas autoridades. Polícia Militar apreendeu celulares e drogas no endereço de um dos suspeitos Reprodução/Polícia Militar Durante os cumprimentos dos mandados de busca, as forças policiais apreenderam: 4,36 kg de drogas; Petrechos utilizados para o comércio de drogas; 1 motoneta; 1 motocicleta; 1 veículo de passeio e 1 camionete; 1 simulacro de arma de fogo; 30 munições de calibre 380; Aproximadamente R$ 7.600,00 em dinheiro; Equipamentos eletrônicos: celulares, notebook, computadores, tablets, dentre outros; Anotações diversas relacionadas com a investigação No endereço de um dos suspeitos, um homem de 40 anos, policiais militares em ação conjunta com a Polícia Civil e apoio da cachorra de faro Ravena, localizaram sete celulares, além de porções de cocaína, crack e uma porção de haxixe marroquina, balança de precisão e caderno de anotações do tráfico de drogas. Em entrevista à TV TEM, o delegado Ramon Euclides Guarnieri Pedrão relatou que foram apreendidos diversos aparelhos eletrônicos, inclusive alguns que estavam “ocultos”, ou seja, as pessoas dizem que não os utilizavam, mas estão recarregados. "São realmente materiais que estão guardando informações de interesse e que podem ajudar a investigação a avançar", disse. A partir das apreensões e prisões, os órgãos de segurança passaram a investigar até que ponto o plano para matar Gakiya e Medina estava próximo da execução. Gakya faz parte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo (Gaeco) de Presidente Prudente, no interior paulista. Ele assumiu a Promotoria de Justiça da Comarca da cidade em 1996, para onde foi mandada a cúpula do PCC dez anos depois. O promotor vive há mais de dez anos sob escolta policial 24 horas por dia por causa das ameaças de morte recorrentes que recebe, que começaram ao menos em 2005. Gakiya: Plano para executar autoridades teve ordens de dentro de presídios "Muitas vezes elas [informações] são repassadas por interpostas pessoas e de maneira fracionada. Então, essas pessoas foram o alvo hoje porque a investigação demonstra que elas poderiam estar em poder de informações, sejam elas físicas ou digitais, que interessavam a investigação, que interessavam a esse trabalho de levantamento de rotina dessas autoridades", explicou o delegado. LEIA TAMBÉM: VIOLÊNCIA POLICIAL: Policial aposentado é condenado a 12 anos de reclusão por espancar jovem até a morte INVESTIGAÇÃO DO GAECO: Grupo ligado ao PCC entregou dinheiro na Prefeitura de Sorocaba Quem é Lincoln Gakiya: promotor inimigo do PCC e ameaçado de morte desde 2005 Quem é Roberto Medina: diretor de presídios em SP ameaçado de morte pelo PCC Veículos, celulares e documentos estão entre as apreensões Emerson Sanchez/TV Tem Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram a existência de um grupo ligado ao crime organizado, estruturado de forma hierarquizada e disciplinada. Essa célula seria responsável por levantar informações detalhadas sobre a rotina de autoridades e seus familiares, com o objetivo de planejar atentados. Os levantamentos mostraram que os criminosos já haviam identificado e monitorado os hábitos diários das vítimas em potencial, em um plano considerado meticuloso e ousado, que evidenciava o grau de periculosidade do grupo. Saiba mais sobre o caso: Criminosos do PCC alugaram casa a menos de 1 km de onde promotor mora para monitorar a rotina dele Vídeo de caminho casa-trabalho, moto, campana: como membros do PCC monitoraram rotina de diretor de presídio jurado de morte Ainda segundo a Polícia Civil, cada integrante tinha uma função específica dentro do esquema e não conhecia o plano completo, o que dificultava a descoberta das ações pela polícia. Veículos, celulares e documentos estão entre as apreensões Emerson Sanchez/TV Tem A operação foi resultado de um trabalho conjunto entre os setores de inteligência da Polícia Civil, Polícia Militar, por meio do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), Polícia Penal e Ministério Público, que conseguiram interromper o plano antes de sua execução, evitando que o crime fosse concretizado. A integração entre as instituições também permitiu identificar os envolvidos na fase de vigilância e reconhecimento, além de apreender materiais e equipamentos que serão analisados pela perícia e poderão ajudar a identificar os responsáveis pelas próximas etapas do atentado. As buscas realizadas devem contribuir para coletar novas provas, que vão subsidiar as próximas fases da investigação e auxiliar no mapeamento completo da atuação do grupo criminoso. Veículos, eletrônicos e documentos estão entre as apreensões Emerson Sanchez/TV Tem Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
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