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    Polícia considera armas fabricadas em impressora 3D perigosas por não possuem número de série, registro ou fabricante identificado

    3 months ago

    Polícia Civil e MP prendem homem que usava impressoras 3D para fabricar armas A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio prenderam uma quadrilha suspeita de fabricar armas em impressoras 3D. O armamento era vendido no Brasil e em outros países pela internet. A tecnologia a serviço do crime. Lucas Alexandre de Queiroz, apontado como chefe da quadrilha, foi preso nesta quinta-feira (12) de manhã no interior de São Paulo. As investigações mostram que ele produziu uma carabina semiautomática em uma impressora 3D que despertou interesse internacional. Esse tipo de arma foi apreendido na Austrália e na Nova Zelândia. De acordo com a Polícia e o Ministério Público do Rio, as armas que Lucas de Queiroz produz foram vendidas em vários estados do Brasil. O engenheiro criou um manual – com mais de 100 páginas – para ensinar quem quisesse entrar no negócio criminoso. O material era distribuído de graça pela internet. “A potencialidade lesiva, a potencialidade ofensiva desse grupo transcende e muito as fronteiras do Brasil. O Ministério da Justiça e da Segurança Pública já detectou acesso por momentos do Estado Islâmico, fanáticos, militantes jihadistas, a esse manual”, afirma Antônio José Campos Moreira, procurador-geral de Justiça do Rio. O governo brasileiro recebeu um alerta de uma agência federal americana sobre postagens em redes sociais que falavam dessas armas. Autoridades do Rio conduziram as investigações porque lá foi identificado o maior número de compradores de armas 3D. Polícia considera armas fabricadas em impressora 3D perigosas por não possuem número de série, registro ou fabricante identificado Jornal Nacional/ Reprodução Na operação desta quinta-feira (12), os agentes estiveram em onze estados do Brasil. No interior de São Paulo, outros dois homens foram presos. Duas pessoas estão foragidas. As armas que nascem em uma impressora 3D têm uma característica considerada perigosa pela polícia: não possuem número de série, registro ou fabricante identificado. São chamadas de armas fantasmas. Mas podem matar. “Essa tecnologia caracteriza uma realidade que se impõe como um grande desafio para o Estado no que se refere ao controle e à circulação de armas de fogo”, diz o delegado Marcos Buss. LEIA TAMBÉM Operação em 11 estados mira esquema de venda de armas produzidas em impressoras 3D; 4 são presos Quadrilha que vendia armas feitas em impressoras 3D oferecia tutorial e acompanhamento técnico
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