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    PM que atropelou e matou mulher em frente a supermercado vai a júri popular em Rio Branco

    20 hours ago

    Policial militar Alan Melo Martins responde por homicídio e tentativa de homicídio após atropelar casal no AC Arquivo O policial militar Alan Melo Martins, acusado de atropelar e matar Silvinha Pereira da Silva em maio de 2019 em Rio Branco, vai a júri popular a partir da próxima segunda-feira (12). O g1 entrou em contato com a defesa do réu e aguarda retorno. O réu foi pronunciado pela Justiça para responder por homicídio, em razão da morte de Silvinha, além de tentativa de homicídio contra o marido dela, José da Silva, que também ficou ferido no acidente. A sessão será conduzida pela 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da capital. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ao g1, o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) informou que o julgamento está previsto para ocorrer ao longo de três dias, com previsão de conclusão na quarta-feira (14). Durante os três dias de júri, devem ser ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório do réu. O atropelamento ocorreu na Estrada Dias Martins, uma das vias mais movimentadas da capital. Silvinha estava em uma motocicleta com o marido quando foi atingida pelo carro conduzido pelo policial militar. Os três ficaram feridos e foram levados ao pronto-socorro, mas a mulher não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA MAIS: Caso Cauane: Justiça mantém absolvição de PMs acusados por três mortes em 2018 no AC Policial do Bope estava em alta velocidade, diz marido de mulher morta em acidente no AC Audiência de instrução de PM que atropelou e matou mulher no AC é marcada para abril José da Silva sobreviveu, mas sofreu ferimentos graves. Por esse motivo, o policial responde também por tentativa de homicídio. Na época, o viúvo disse que o PM estava em alta velocidade. A versão, inclusive, consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC). Um laudo pericial apontou que o veículo estaria a cerca de 130 km/h em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 40 km/h. Ainda conforme o processo, testemunhas relataram que o policial havia consumido 30 garrafas de bebida alcoólica antes de dirigir, mas a defesa negou essa versão. Acidente ocorreu na Estrada Dias Martins, em Rio Branco, em maio de 2019 Janine Brasil/g1/Arquivo Processo Na época, a defesa de Martins também sustentou que não houve intenção de matar e pediu a desclassificação dos crimes. No caso da morte de Silvinha, o advogado solicitou que o fato fosse tratado como homicídio culposo, quando não há dolo. Já em relação ao marido da vítima, a defesa também requisitou que a tentativa de homicídio fosse desclassificada para lesão corporal. Outro ponto levantado pela defesa é que a morte de Silvinha não teria sido causada diretamente pelo acidente, mas por falhas no atendimento médico, como a demora na transferência para uma vaga de UTI e o uso de medicação inadequada. Silvinha Pereira da Silva, de 38 anos, morreu após ser atropelada Arquivo da família Essa versão é contestada por médicos ouvidos no processo, que afirmaram que a morte foi consequência direta da gravidade dos ferimentos provocados pelo atropelamento. Dias após o acidente, o Ministério Público do Acre (MP-AC) pediu a prisão preventiva de Alan. Ele chegou a ficar preso por dez dias e foi solto no mês de junho de 2019, após a Justiça aceitar um pedido de revogação da prisão. No mês de setembro do mesmo ano, o MP voltou a pedir a prisão do militar. Porém, a defesa recorreu e ele permaneceu solto até janeiro do ano passado, quando a Justiça determinou que ele voltasse para a prisão, no Bope. Alan já enfrentou júri popular recentemente. Ele também foi um dos réus no julgamento do assassinato de Maria Cauane, de 11 anos, Gleiton Silva Borges e Edmilson Fernandes da Silva Sales, durante uma operação do Bope em Rio Branco, em 2018. Em dezembro de 2024, ele e os demais acusados foram absolvidos. Em outubro do ano passado, a Justiça manteve a decisão. Após absolvição de PMs, família de Maria Cauane lamenta decisão: 'Ela não vale nada' VÍDEOS: g1
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