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    PM e outros 5 são presos na região de Campinas por suspeita de fraudar investimentos e lavar dinheiro

    há 11 horas

    Operação Paládio: carro apreendido e Baep isolando o prédio no Cambuí, em Campinas Wesley Justino/EPTV Seis pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (22), em cidades da região de Campinas (SP), durante o cumprimento de mandados da Operação Paládio, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por meio do Gaeco. A ação tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por fraudes milionárias envolvendo falsos investimentos financeiros e lavagem de dinheiro. Entre os presos está um policial militar e, até a última atualização desta reportagem, sete carros haviam sido apreendidos. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Segundo o MPSP, o grupo atraía vítimas com a promessa de investimentos seguros e altamente rentáveis, usando empresas, escritórios e até aplicativos que simulavam plataformas financeiras para dar aparência de legitimidade às operações (entenda mais sobre o esquema abaixo). Os valores, porém, não eram aplicados nos investimentos anunciados e eram desviados pelos investigados; parte da estrutura também teria sido usada para lavar dinheiro de outras atividades criminosas, incluindo recursos ligados ao tráfico de drogas. Foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão e oito de prisão. Até a última atualização desta reportagem, seis prisões haviam sido cumpridas em: Campinas (SP); Paulínia (SP); Hortolândia (SP); Os outros foram expedidos para a capital paulista, além de: Monte Sião (MG); Cuiabá (MT); Sinop (MT); Teresina (PI). Entenda o esquema Carros foram apreendidos durante a operação Wesley Justino/EPTV Segundo as investigações do MPSP, o grupo montou uma sofisticada estrutura empresarial para atrair investidores, aos quais eram oferecidas aplicações apresentadas como seguras e altamente rentáveis, supostamente vinculadas a empreendimentos imobiliários e do agronegócio. A captação das vítimas era realizada por meio de agências de intermediação de investimentos. Uma delas funcionava em Campinas, em um edifício empresarial de alto padrão no Cambuí, com escritórios equipados com amplo aparato tecnológico e logístico. Ainda de acordo com as investigações: a estrutura contribuía para conferir aparência de solidez e credibilidade às operações oferecidas; os investigados mantinham intensa exposição em redes sociais e programas de televisão, nos quais divulgavam o suposto sucesso de suas atividades; o grupo usava um discurso persuasivo sobre segurança e rentabilidade; essa estratégia levava investidores a aportar valores elevados nos fictícios produtos financeiros oferecidos. Os recursos, porém, segundo os elementos reunidos até o momento, não eram efetivamente aplicados nos supostos investimentos anunciados. Em vez disso, eram apropriados pelo grupo, causando prejuízos às vítimas. Para sustentar a fraude e retardar sua descoberta, a organização também utilizava diversas pessoas jurídicas com denominações e apresentação semelhantes às de instituições do mercado financeiro. Essas empresas administravam as contas bancárias que recebiam os valores entregues pelas vítimas. Aplicativos simulavam instituições financeiras As investigações apontam ainda que os investigados também controlavam aplicativos que simulavam plataformas de instituições financeiras, nos quais os investidores visualizavam os valores supostamente aplicados e os rendimentos que acreditavam estar obtendo. Durante determinado período, o grupo chegava a pagar às vítimas quantias correspondentes aos rendimentos prometidos, reforçando a aparência de legitimidade das operações e dificultando a descoberta do esquema. De acordo com o Gaeco, todo esse aparato integrava uma estratégia para induzir e manter as vítimas em erro, fazendo-as acreditar que participavam de investimentos lícitos e seguros nos setores imobiliário e do agronegócio. Lavagem de dinheiro A investigação identificou ainda elementos que apontam para uma segunda finalidade da estrutura empresarial: a lavagem de recursos provenientes de outros crimes. Há indícios de que empresas controladas pelo grupo também eram utilizadas para movimentar e ocultar dinheiro supostamente proveniente de atividades criminosas, inclusive do tráfico de drogas praticado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O MPSP afirma que os valores captados junto às vítimas das fraudes eram misturados a recursos de outras origens que transitavam pelas contas das empresas investigadas, dificultando a identificação e o rastreamento de valores provenientes de atividades ilícitas. Investigações continuam No Estado de São Paulo, as diligências são realizadas pelo GAECO com apoio da Polícia Militar, por meio do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) e da Corregedoria da Polícia Militar. A investigação prossegue para aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa, a destinação dos valores movimentados e a eventual participação de outros envolvidos. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
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