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    PM é condenado a 16 anos de prisão por morte da menina Hillary no litoral de SP

    há 3 meses

    PM acusado de matar menina Hillary é condenado a 16 anos e 4 meses de prisão O policial militar Luis de Farias Pacheco, denunciado pelo Ministério Público (MP) como autor do disparo que matou Hillary Souza Valadares, de dois anos, foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. O caso aconteceu em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Hillary morreu após ser atingida na cabeça durante uma perseguição policial em 2019. No ano seguinte, o caso chegou a ser arquivado pelo MP devido à não identificação de um dos suspeitos. A família contratou um perito particular para reconstituir o crime. O laudo apontou que o disparo partiu da arma do PM, e o processo foi desarquivado. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O julgamento do caso ocorreu na quarta-feira (4), no Fórum de Peruíbe. A sessão do Tribunal do Júri estava prevista para ocorrer até quinta-feira (5), porém foi finalizada ainda na noite de quarta. O PM foi condenado pelo crime de homicídio qualificado, cumprindo a pena de 16 anos e 4 meses em regime fechado, nos termos do art. 33 do Código Penal. Luís arcará com as custas processuais e será destituído do cargo público que ocupava. Hillary Valadares, de dois anos, foi atingida na cabeça Arquivo Pessoal O PM não poderá recorrer da sentença em liberdade. Ele deve ser preso após ser expedido o mandado de prisão e a guia de execução provisória ser emitida. O juiz não fixou indenização para a família da vítima, já que não foi solicitada pela acusação durante o andamento processual, seguindo o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de que seria necessário um pedido formal. Relembre o caso O caso aconteceu na noite de 12 de fevereiro de 2019, durante uma perseguição policial após um assalto, em Peruíbe. Dois homens abordaram uma mulher na porta de uma residência e fugiram com o carro da vítima. O marido dela saiu de moto atrás dos suspeitos e pediu ajuda ao motorista de um veículo que, por coincidência, era um policial militar à paisana. No cruzamento das ruas Marília e Padre Vitalino, houve troca de tiros. A família de Hillary voltava do supermercado quando o pai parou o carro para fazer anotações, sem perceber que estava próximo ao local do confronto. A menina foi atingida na cabeça e morreu.
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