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    PM é condenado a 12 anos de prisão por morte de personal trainer após briga de trânsito em Natal

    2 days ago

    Ronaldo Cabral foi considerado culpado pela morte do personal trainer Cedida O policial militar Ronaldo Cabral Torres condenado a 12 anos e seis meses de prisão pelo assassinato do personal trainer Paulo Henrique Araújo da Silva, de 33 anos. A pena deve ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. A decisão do Tribunal de Júri presidida pela juíza Eliana Marinho, titular da 1ª Vara Criminal de Natal, foi comunicada às 16h20 desta segunda-feira (4), no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Paulo Henrique Araújo da Silva, de 33 anos, foi morto no dia 29 de abril de 2022, no bairro Nordeste, na Zona Oeste de Natal. Começa júri do caso Paulo Henrique em Natal Segundo a denúncia, Paulo trafegava de motocicleta com a namorada pela ponte de Igapó quando se envolveu em uma discussão após uma colisão com um carro onde estava o PM Ronaldo Cabral Torres, acompanhado da mulher e do filho. A briga de trânsito se estendeu até o bairro Nordeste, onde Paulo Henrique foi baleado e morreu, reforçou a denúncia. A esposa do réu, que também é policial militar, chegou a ser acusada pelo Ministério Público por supostamente dar cobertura à ação do marido, porém o juiz considerou que não havia indícios suficentes para que ela fosse a julgamento. A vítima deixou três filhos, que atualmente têm 17, 8 e 6 anos. Paulo Henrique Araújo da Silva foi morto em uma briga de trânsito Reprodução Manifestação do lado de fora Do lado de fora do fórum, policiais, familiares e amigos do réu realizaram uma manifestação pedindo a absolvição. Eles usavam faixas, cartazes e camisetas com mensagens de apoio. A defesa sustenta que o sargento agiu em legítima defesa, alegando comportamento agressivo por parte da vítima. "Passou, quebrou o retrovisor do carro. A moto estava sem placa. Ronaldo pediu para a esposa anotar a placa. Como não tinha placa, ele foi atrás dele pagar o retrovisor. E foi atrás com essa finalidade, para que ele ressarcisse o dano causado. Quando entraram no bairro Nordeste, o indivíduo caiu, veio pra cima com a mão na cintura e Ronaldo desceu e efetuou um dispro de advertência", disse o advogado de defesa Rodrigues Barreto. "Ronaldo disse que ele tinha um volume na cintura. E ele disse: 'tire a mão da cintura, bote na cabeça, eu só quero o ressarcimento dos meus danos'. Ele baixou as mãos e correu para cima. Ronaldo efetuou o segundo disparo, que foi o culminou com o resutado da morte", completou. A mãe de Paulo Henrique afirmou que convive com o sofrimento desde a morte do filho e que faz tratamento psicológico desde então. "Meu filho era jovem de 33 anos, filho único, pai de 3 filhos, um homem trabalhador, sonhador. O sonho dele era uma academia, porque desde muito jovem esse era o trabalho dele. Serviu a Aeronáutica. Foi sempre uma pessoa do bem", falou Terezinha Pinheiro Araújo. Como foi o julgamento O Júri popular teve início por volta das 9h desta segunda-feira (4) no Salão do Júri do Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal. A sessão foi aberta com a escolha do Conselho de Sentença, formada por sete jurados. Ainda no período da manhã as cinco testemunhas e o réu foram ouvidos. Por volta das 12h10 houve o intervalo para o almoço. A sessão foi retomada cerca de 1h após o intervalo. A tarde foi dedicada aos debates entre a acusação e a defesa dos réu. Após a manifestação inicial do Ministério Público, a defesa iniciou sua exposição. Encerrada a fase de debates, ocorreu a deliberação dos jurados. Vídeos mais assistidos do g1 RN
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