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    PM diz que flexão feita por alunos de escola cívico-militar no DF foi 'brincadeira para descontrair'

    3 months ago

    Porta-voz da PMDF diz que alunos não foram obrigados a fazer flexões: "Brincadeira" O major Brooke, porta-voz da Polícia Militar do Distrito Federal, disse na manhã desta quinta-feira (26) que a flexão imposta a alunos do CED 1 do Itapoã, uma escola cívico-militar, "foi uma brincadeira para descontrair" (veja vídeo acima). O comentário feito à TV Globo acontece após pais e o Sindicato dos Professores denunciarem que, na quarta (25), os estudantes foram obrigados a fazer flexões e ficar de joelhos. "Ninguém forçou ninguém a fazer os exercícios. Na verdade, foi uma brincadeira utilizada para descontrair. Inclusive, o professor de educação física estava presente. Quem não podia ou não queria participar, não participou. De imediato, esses policiais foram afastados justamente para a gente poder manter a lisura do processo, para poder apurar exatamente o que aconteceu", afirmou o major. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A punição teria sido imposta porque policiais militares acharam que a cor dos agasalhos que eles usavam não era adequada. Após a denúncia, a Secretaria de Educação diz que os policiais envolvidos foram afastados. Imagens registradas na manhã de quarta mostram o momento em que os alunos fazem as flexões (veja vídeo abaixo). Alunos de escola cívico-militar no DF são obrigados a fazer flexões, diz denúncia 🔎 Em maio de 2025, a escola CED 1 do Itapoã foi alvo de outra denúncia feita por alunos. Eles relataram casos de violência física e psicológica. 🔎 Em junho de 2024, a escola também foi alvo de denúncias quando um adolescente disse ter sido agredido por um policial depois de chegar atrasado para a aula. Sindicato diz que punição foi desproporcional Centro Educacional 1 do Itapoã, uma das escolas que tem gestão compartilhada com a PMDF TV Globo/Reprodução Segundo o diretor do Sindicato dos Professores, Samuel Fernandes, esse tipo de punição é constrangedora, desproporcional e não tem caráter pedagógico. Na avaliação dele, a disciplina escolar não pode ultrapassar os limites do respeito e da dignidade dos estudantes. Ainda de acordo com o diretor, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante que os estudantes devem ser protegidos de qualquer tratamento vexatório ou constrangedor. Para ele, obrigar estudantes a realizar exercícios físicos ou ficar ajoelhados como punição fere esse princípio e pode configurar abuso de autoridade e violação de direitos. Samuel Fernandes pede que o caso seja apurado com responsabilidade e que medidas sejam tomadas para que práticas desse tipo não voltem a acontecer, garantindo que a escola seja um ambiente de formação, respeito e proteção aos alunos. Alunos de escola cívico-militar no DF são obrigados a fazer flexões e ficar de joelhos, diz denúncia reprodução O que diz a Secretaria de Educação "A Secretaria de Educação do Distrito Federal informa que tomou conhecimento da situação ocorrida no CED 1 do Itapoã na manhã desta quarta-feira (25/2). A direção da unidade esclareceu que houve um equívoco na condução do episódio. A Pasta já acionou a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar do Distrito Federal autorizou as substituições dos militares que ocorrerão de forma imediata. A Secretaria ressalta que não compactua com qualquer prática que possa ser interpretada como constrangedora ou inadequada ao ambiente escolar. O caso será devidamente apurado para o completo esclarecimento dos fatos e eventual adoção das medidas administrativas cabíveis. Em relação ao uso de uniforme, a Secretaria reforça que nenhum estudante será prejudicado em suas atividades escolares por eventual ausência ou inadequação de vestimenta, uma vez que o foco da rede pública é garantir o acesso, a permanência e a aprendizagem com respeito e acolhimento. A SEEDF reforça o compromisso com os princípios previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Constituição Federal do Brasil de 1988, que asseguram a proteção integral e a dignidade de crianças e adolescentes, e segue acompanhando o caso para que o ambiente escolar permaneça seguro, pedagógico e respeitoso para toda a comunidade." O que diz a PM "A Polícia Militar do Distrito Federal informa que tomou conhecimento da situação ocorrida no CED 1 do Itapoã nesta quarta-feira (25/2). A direção da unidade esclareceu que houve um equívoco na condução do episódio e a PMDF já orientou o afastamento e a substituição dos policiais que atuam na escola. A corporação ressalta que não compactua com qualquer prática que possa ser interpretada como constrangedora ou inadequada ao ambiente escolar. O caso será devidamente apurado para o completo esclarecimento dos fatos e eventual adoção das medidas administrativas cabíveis. Reforçamos o compromisso com os princípios previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Constituição Federal do Brasil de 1988, que asseguram a proteção integral e a dignidade de crianças e adolescentes, e segue acompanhando o caso para que o ambiente escolar permaneça seguro, pedagógico e respeitoso para toda a comunidade." LEIA TAMBÉM: DÍVIDA DE R$ 15 MIL: Feira do Guará, no DF, tem energia cortada; Neoenergia diz ter avisado antes PEDRO TURRA: Defesa de ex-piloto réu por morte de adolescente no DF se retira do caso Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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