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    PF mira pessoas ligadas ao líder do PL em operação sobre suspeita de desvios de cota parlamentar

    14 hours ago

    PF deflagra 3ª fase de operação para apurar desvio de recursos públicos A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car — chamada de Galho Fraco II —, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um esquema de desvio de recursos públicos vindos de cotas parlamentares. A operação mira pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, segundo informações obtidas pelo blog. O parlamentar não está entre os alvos desta quarta, mas já foi em uma etapa anterior da investigação. O g1 entrou em contato com o deputado, mas ainda não obteve resposta. 🔎Cota parlamentar é um valor mensal em dinheiro que deputados e senadores recebem do orçamento público para cobrir despesas ligadas diretamente ao exercício do mandato, como passagens aéreas, hospedagens, alimentação, manutenção de escritório e contratação de consultorias, por exemplo. É um recurso extra, além do salário. De acordo com investigadores, esta fase da operação tem como objetivo apurar a versão do deputado sobre dinheiro achado pela PF em endereço ligado a ele durante a segunda fase da operação, em dezembro do ano passado. Na época, R$ 47 mil em dinheiro vivo foram encontrados durante busca e apreensão. Ele justificou que os recursos seriam originados da venda de um imóvel, mas a PF suspeita desta versão (relembre no vídeo abaixo). Por isso, cumpre diligências para aprofundar as investigações. PF apreende cerca de R$ 400 mil em espécie em endereço ligado a Sóstenes Cavalcante Operação da PF As medidas judiciais, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais para coleta e preservação de elementos de prova. As investigações apontam indícios de possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para dar aparência de legalidade ao desvio de recursos públicos. Todos os alvos são advogados, que não tiveram a identidade divulgada. Há também indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual. Nas fases anteriores, foram identificadas supostas irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). Os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvos de mandados de busca e apreensão, assim como assessores e advogados deles. A atual fase aprofunda as apurações sobre a movimentação e a destinação desses recursos.
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