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    PF comprova que Vorcaro sabia de investigação contra ele e planejou fugir do Brasil porque estava ciente do risco de ser preso

    9 hours ago

    Fim do sigilo da investigação da Polícia Federal mostra que Daniel Vorcaro planejou deixar o Brasil porque sabia do risco de ser preso Os documentos da investigação mostram que Daniel Vorcaro tinha acesso a informações sigilosas do Ministério Público Federal e planejou deixar o Brasil porque sabia do risco de ser preso. A PF reconstituiu os passos de Daniel Vorcaro dias antes de ser preso e comprovou que ele sabia que estava sendo investigado. No dia 21 de outubro de 2025, Daniel Vorcaro registra, no aplicativo “Notas” de seu celular, os nomes de representantes da Polícia Federal que participaram de reunião reservada com o Banco Central, o que, segundo a PF, indica acesso antecipado a informações reservadas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em 16 de novembro, Vorcaro registra nova nota perguntando sobre eventual proximidade de terceiro (uma outra pessoa, não identificada pelo relatório) com o juiz federal Ricardo Soares Leite, responsável por autorizar medidas contra ele. Segundo a PF, como o inquérito era sigiloso, isso reforça a suspeita de vazamento de informações. Em 17 de novembro, a movimentação do banqueiro fica mais intensa, segundo a PF. De manhã, Vorcaro recebe, às 7h28, mensagens urgentes de seu advogado, Walfrido Warde. Após isso, muda de planos e, às 8h48, informa que agendaria voo saindo de Congonhas. Nesse meio-tempo, Vorcaro conversa com o jornalista Diego Escosteguy sobre reportagem que seria publicada. Após as 11h, recebe o link da matéria e o repassa imediatamente a Warde. A reportagem menciona a existência de inquérito na 10ª Vara Federal de Brasília. Warde protocola petição na 10ª Vara Federal do DF, pedindo acesso ao conteúdo da investigação, citando expressamente a reportagem como fonte da informação. Ao longo do dia, ele e Vorcaro seguem tratando do assunto, com insistência sobre contato com o juiz do caso. Ao longo do dia, Vorcaro também mantém contato com servidores do Banco Central, Paulo Sérgio e Belline Santana - que também são investigados no caso Master. Depois, eles consideram “fundamental” que ele fale com o diretor do BC, Ailton Aquino. A reunião é articulada para o próprio dia. Depois da reunião, circula reportagem sobre a venda do Banco Master ao Fictor, sem surpresa dos servidores, sugerindo alinhamento prévio, segundo o relatório. De acordo com a PF, ainda no dia 17 de novembro, Vorcaro também enviou cinco mensagens de visualização única a um número registrado em seu celular como “Alexandre de Moraes Brasília”, que a PF afirma ser o ministro do STF. Segundo o documento, as mensagens foram escritas pelo banqueiro no aplicativo “Notas”, fotografadas e enviadas pelo WhatsApp. PF comprova que Vorcaro sabia de investigação contra ele e planejou fugir do Brasil porque estava ciente do risco de ser preso Jornal Nacional/ Reprodução Apesar da mobilização de Daniel Vorcaro, na noite do dia 17 de novembro, ele foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, de onde planejava viajar em um jatinho para os Emirados Árabes. Na manhã do dia seguinte, a PF deflagrou a primeira fase da Operação Compliance Zero. De acordo com investigadores, ficou claro que o banqueiro sabia que poderia ser preso. Agora, a polícia apura como ele ficou sabendo. Outro documento que teve o sigilo retirado nesta sexta-feira (11) é o contrato do escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, com o Banco Master. Ao analisar os celulares de Vorcaro, a PF identificou que o ministro Moraes atuou diretamente na análise e na edição do contrato de R$ 130 milhões. O documento tinha prazo de três anos e previa o pagamento de 36 parcelas mensais no valor de R$ 3 milhões cada. O contrato foi assinado por Daniel Vorcaro em 23 de janeiro de 2024 e define o escopo de atuação do escritório de Viviane em “implantação, acompanhamento e aprimoramento constante de programa de compliance; consultoria estratégica e jurídica em inquéritos nas polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, perante o Banco Central, a Receita Federal e Cade - o Conselho Administrativo de Defesa Econômica; e processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário”. A investigação do caso Master também encontrou evidências de que Daniel Vorcaro montou um grupo - conhecido como “A Turma” - que conseguia informações sigilosas por meio de consultas ilegais a sistemas internos do Ministério Público Federal e outros órgãos. Ainda segundo a PF, o grupo usou logins de servidores do MPF. Cabia a Luis Felipe Mourão, conhecido como Sicário, compartilhar documentos de acesso restrito que tratavam de apurações sobre o Banco Master. No dia 20 de junho de 2025, Mourão encaminhou um arquivo para Vorcaro. Ele diz: “Apaga depois, viu” e pergunta: “Dos seus, quais você quer que puxe e te envie?”. A resposta de Vorcaro é imediata: “Todos obviamente”. Na sequência, Mourão encaminha outros dois documentos para Vorcaro, ambos classificados como reservados. No dia seguinte, Mourão mandou para Vorcaro mais documentos, entre eles inquéritos policiais e consultas processuais, e disse: “Se tiver mais alguma informação para complementar de algum nome, ou empresa ou pessoa que eu não saiba... Me avise e me mande para puxar”. Em seguida, acrescenta: "Para puxar o que precisar estamos com acesso total e ilimitado lá, só não sei até quando”. No dia 23 de julho de 2025, Mourão enviou 15 documentos, que, segundo a PF, foram obtidos a partir de consultas realizadas no sistema do Ministério Público Federal. Mourão pergunta se Vorcaro quer que verifique todos os processos sobre o BRB e Master. Vorcaro responde: “Quero tudo. Atenção total”. Mourão afirma: “Sim! Então vou mandar puxar geral”. "Ok", responde Vorcaro. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Fachin dá 24 horas para Mendonça liberar sigilo de documentos do caso Master Moraes fala em 'escolha seletiva' de Mendonça e pede a Fachin retirada de sigilo de todos os documentos do caso Master PGR pede fim do sigilo de documentos do caso Master e diz que medida evita falsa impressão de transparência 'Derrubar esse': Vorcaro pediu para Sicário apagar vídeo no Instagram sobre festa em boate de SP, diz PF; veja prints
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