Pesquisa

    Canal de Denúncias PeloBrasil360

    Use o chat abaixo para enviar denúncias e relatos do seu bairro.

    Conformidade GDPR

    Utilizamos cookies para garantir a melhor experiência no nosso website. Ao continuar a usar o nosso site, aceita a nossa utilização de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Serviço.

    Pesquisadores brasileiros estão na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo; veja quem são e suas pesquisas

    há 2 meses

    Cientistas brasileiros estão na lista de 100 pessoas mais influentes do mundo pela Times Reprodução/g1 Dois pesquisadores brasileiros figuram na lista da revista Time das 100 pessoas mais influentes do mundo, divulgada nesta quarta-feira (15). Luciano Moreira está na seção de “Inovadores” por liderar o desenvolvimento e a expansão de uma técnica com mosquitos modificados que impede a transmissão de doenças como dengue. (Veja mais abaixo) Já Mariangela Hungria aparece entre os “Pioneiros” pelo trabalho com microrganismos do solo que permitem reduzir o uso de fertilizantes químicos na agricultura. (Entenda mais abaixo) A revista dos Estados Unidos também reconheceu o ator Wagner Moura nesta edição. Esse é o segundo reconhecimento internacional dos pesquisadores: Em 2025, Luciano Moreira foi incluído na lista das dez pessoas que moldaram a ciência naquele ano, publicada pela revista Nature, uma das mais influentes do mundo na área científica. Já Mariangela Hungria tornou-se a primeira brasileira a receber o Prêmio Mundial da Alimentação, considerado o “Nobel da Agricultura”. Pesquisadora com atuação no PR se torna 1ª brasileira a conquistar ‘Nobel da Agricultura' Conheça Mariangela Hungria e sua pesquisa Há 34 anos, a engenheira agrônoma Mariângela Hungria pesquisa formas de substituir fertilizantes químicos por alternativas sustentáveis. Um dos estudos identificou e selecionou bactérias que facilitam a fixação do nitrogênio nas lavouras de soja. Este nutriente é indispensável para que as plantas cresçam e se desenvolvam. A pesquisa, feita na Embrapa Soja, em Londrina, no Paraná, deu origem a um produto chamado inoculante, que é misturado à semente na hora do plantio. Ele diminui o impacto ambiental, e também é mais barato. Hoje, 85% das áreas com cultivo de soja no país adotam o produto desenvolvido por ela. Isso resulta em uma economia de cerca de R$ 140 bilhões. Mas não é só isso: ele impacta no menor uso de agrotóxicos permitindo uma produção mais sustentável para o meio ambiente. Nature: brasileiro está na lista das 10 pessoas que moldaram a ciência em 2025 Conheça Luciano Moreira e sua pesquisa Luciano lidera uma iniciativa que já vem reduzindo — e, no futuro, pretende eliminar — doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya. ➡️ Exterminar a dengue é um desafio para o Brasil, que há anos luta contra a arbovirose e vem enfrentando crises cada vez mais intensas — reflexo também das mudanças climáticas. Ele descobriu como criar uma versão do mosquito “turbinada” com uma bactéria chamada Wolbachia (a mesma que está naquela mosquinha da banana, por exemplo). Com ela, o vírus não consegue se proliferar no mosquito, fazendo com que ele seja quase inofensivo para nós, humanos. Hoje, os mosquitos criados por Luciano Moreira já estão em 16 cidades diferentes, e pesquisas recentes mostraram que alguns desses municípios conseguiram ter uma redução de até 89% dos casos de dengue. Atualmente, é responsável pela maior fábrica de mosquitos do mundo, que fica em Curitiba. O complexo produz milhões de mosquitos “turbinados” que são distribuídos em cidades pelo país. Como funciona a pesquisa: A estratégia desenvolvida pela equipe de Moreira usa a Wolbachia, encontrada naturalmente em diversas espécies de insetos — como a mosquinha da banana. No laboratório, eles introduzem a bactéria nos ovos do Aedes aegypti. A Wolbachia passa a viver dentro das células do mosquito. Isso muda tudo: para transmitir dengue ou zika, o vírus precisa se multiplicar dentro do inseto. Com a bactéria ali, o vírus não consegue se replicar adequadamente. O resultado: o mosquito continua vivendo normalmente, mas se torna quase incapaz de transmitir a doença. Na fábrica, eles produzem as fêmeas modificadas que depois são soltas nas cidades.
    Clique aqui para Ler Mais
    Artigo Anterior
    Colar com imagem de Pablo Escobar foi apreendido na casa do MC Ryan SP pela PF
    Artigo Seguinte
    Julgamento de ex-governador Gladson Camelí tem horário adiado no STJ

    Relacionados Notícias do Brasil Atualizações:

    Tem a certeza? Deseja eliminar este comentário..! Remover Cancelar

    Comentários (0)

      Deixe um comentário