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    Pela 2ª vez em um mês, coligação pede que TSE julgue processo sobre cassação de governador de RR

    há 2 meses

    Vice-governador, Edilson Damião, e o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP) Caíque Rodrigues/g1 RR A Coligação Roraima Muito Melhor pediu, nesta quarta-feira (18), que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retome o julgamento de um recurso que pode cassar o governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e o vice, Edilson Damião (União Brasil). Este é o segundo pedido feito pela coligação em menos de um mês. O processo está suspenso no TSE desde 11 de novembro de 2025, quando o ministro Nunes Marques pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso. Essa é a terceira vez que o julgamento é interrompido na Corte (relembre abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O g1 procurou o governador e o vice, por meio da assessoria, mas não recebeu resposta até a última atualização da reportagem. Pelas regras do Tribunal, o pedido de vista pode durar até 60 dias. Nesse prazo, o ministro Nunes Marques tinha até 11 de janeiro de 2026 para analisar o processo e devolvê-lo ao plenário. No pedido enviado à presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, a coligação afirma que a suspensão prolongada do julgamento gera incerteza e viola a celeridade exigida nos processos eleitorais. A decisão de pautar o assunto é dela. "A paralisação do feito por tempo indeterminado e sem justificativa plausível representa uma afronta direta a essa garantia constitucional, tornando imperiosa a intervenção de Vossa Excelência para impulsionar o processo e atingir seu desfecho", diz trecho do pedido da coligação, que iniciou o processo. Denarium foi cassado quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). A ação que o TSE retomou e suspendeu em novembro refere-se à terceira cassação, decidida em janeiro de 2024. Denarium e Edilson recorreram da decisão estadual, o que levou o caso para julgamento no TSE. 💡 Entenda: O governador permaneceu no cargo porque ainda há o recurso pendente de julgamento no TSE. Esse recurso tem efeito suspensivo, o que significa que a decisão de cassação não pode ser executada até que o TSE, última instância da Justiça Eleitoral, analise e decida de forma definitiva sobre o caso. O mandato atual do governador vai até 31 de dezembro de 2026. Julgamento suspenso três vezes Pedido de vista no TSE suspende julgamento sobre cassação de governador de Roraima pela 3ª O julgamento sobre a cassação está suspenso desde o dia 11 de novembro de 2025, quando Nunes Marques pediu vista. Essa foi a terceira vez que o processo sobre a cassação foi suspenso na Corte Superior. A primeira foi em 13 de agosto de 2024, mesmo dia em que a ação começou a ser julgada na Corte. No dia, o julgamento foi suspenso em comum acordo pelos ministros. A segunda suspensão aconteceu no dia 26 de agosto de 2025, quando a análise do processo foi retomada. Cerca de duas horas após o início da sessão, o ministro André Mendonça pediu vista. À época em que o processo iniciou, em 2024, ele já fazia parte do colegiado responsável por julga-lo. No dia 26, antes do primeiro pedido de vista, a ministra relatora Isabel Gallotti negou os recursos apresentados pelos políticos e votou a favor da cassação dos diplomas do governador e do vice por abuso de poder político e econômico. O voto dela teve 82 páginas. Quando o processo foi retomado no dia 11 de novembro, antes do novo pedido de vista, o ministro André Mendonça concordou em cassar os mandatos do governador Antonio Denarium e do vice, Edilson Damião. LEIA TAMBÉM: 1ª cassação 2ª cassação 3ª cassação (esta é a que iniciou o julgamento e foi suspensa no TSE) 4ª cassação ➡️ No processo em julgamento no Tribunal Superior, o governador e o vice são acusados de distribuir bens e serviços durante o ano eleitoral, repassar quase R$ 70 milhões em recursos para municípios do estado sem a observância de critérios legais e extrapolar gastos com publicidade. Caso tenham os mandatos cassados, ele o vice podem recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). O recurso, no entanto, não tem efeito suspensivo e eles são afastados dos cargos imediatamente. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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