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    Participante excluído de bolão premiado da Mega-Sena pagou cota fora do horário combinado

    3 months ago

    Volantes da Mega-Sena Rafa Neddermeyer / Agência Brasil O participante de um bolão da Mega-Sena que foi excluído do prêmio pelo organizador tinha pagado a cota fora do horário combinado, segundo a sentença judicial do caso. Ainda assim, a Justiça determinou que ele deve receber a sua parte , no valor de R$ 160 mil, por entender que houve quebra de boa-fé ao ser negado o pagamento após o resultado do sorteio. O g1 não conseguiu contato com a defesa do organizador do bolão até a última atualização desta reportagem. O bolão feito em Goiânia, em março de 2024, acertou as seis dezenas do sorteio e levou R$ 206.475.189,75. O grupo de apostadores fez um bolão informal, combinado entre eles, e não um bolão feito pela Caixa Econômica, em que cada participante adquire a sua cota de forma independente. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em sua decisão, a juíza Joyre Cunha Sobrinho, da 29ª Vara Cível de Goiânia, afirmou que o fato de o participante ter feito o pagamento da aposta enviando o comprovante ao organizador após o horário estipulado não isenta o pagamento do prêmio por três motivos: Histórico: havia um histórico de pagamentos após o horário combinado, em outros sorteios, como ficou demonstrado nas mensagens e confirmado por testemunhas. Logo, era uma prática habitual dos participantes; Horário: o pagamento foi feito pelo participante antes da realização do sorteio da Mega-Sena pela Caixa; Aceitação: ao receber o comprovante do pagamento, o organizador do bolão não fez nenhuma objeção. Ele apenas visualizou o documento enviado pelo participante, no aplicativo de mensagens, sem nenhuma contestação. LEIA TAMBÉM Participante excluído de bolão premiado da Mega-Sena que ganhou R$ 206 milhões deve receber parte do prêmio, decide Justiça Mega da Virada: Grupo com histórico de prêmios na Mega da Virada aposta cerca de R$ 13 milhões em jogos para tentar ganhar sorteio de R$ 1 bilhão Mega-Sena: apostas em Goiás acertam cinco números e levam juntas quase R$ 110 mil Apenas após o resultado do sorteio que o organizador afirmou que não aceitaria a aposta. Sobre esse ponto, a juíza afirmou que o princípio da boa-fé objetiva impõe às partes deveres anexos de "lealdade, coerência e confiança, incompatíveis com a adoção de conduta oportunista ou contraditória". "A posterior negativa de repasse da cota-parte do prêmio, apenas após a divulgação do resultado favorável, caracteriza comportamento contraditório, vedado pelo ordenamento jurídico", afirmou a magistrada. Além de se recusar a pagar o valor devido, o organizador do bolão pediu que a Justiça condenasse o participante por má-fé por ter ingressado com a ação judicial, o que foi negado por Joyre. A magistrada determinou que o participante terá que receber os R$ 160 mil corrigidos pela inflação, por meio do IPCA acumulado de março de 2024 até a data da decisão, 9 de fevereiro de 2026, além de juros calculados pela taxa Selic descontando-se o IPCA. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.
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