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    Papa Leão diz que Deus não ouve orações de líderes que promovem guerras

    há 2 meses

    Papa Leão XIV lidera a oração do Angelus da janela do Palácio Apostólico no Vaticano REUTERS/Guglielmo Mangiapane/Foto de arquivo O Papa Leão XIV disse neste domingo (29) que Deus rejeita as orações de líderes que promovem guerras e que eles têm "mãos cheias de sangue". As declarações aconteceram enquanto a guerra do Irã entrou em seu segundo mês. Dirigindo-se a dezenas de milhares de pessoas na Praça de São Pedro no Domingo de Ramos, a celebração que abre a Semana Santa que antecede a Páscoa para os 1,4 bilhão de católicos do mundo, o pontífice chamou o conflito de "atroz" e disse que Jesus não pode ser usado para justificar quaisquer guerras. "Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra", disse Leão. "(Jesus) não ouve as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeita, dizendo: 'Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue'", disse ele, citando uma passagem bíblica. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Leão não nomeou especificamente nenhum líder mundial, mas tem intensificado as críticas à guerra do Irã nas últimas semanas. Durante um apelo ao final da celebração de domingo, o papa lamentou que os cristãos no Oriente Médio "estejam sofrendo as consequências de um conflito atroz" e possam não conseguir celebrar a Páscoa. O papa, que é conhecido por escolher suas palavras com cuidado, tem pedido repetidamente um cessar-fogo imediato no conflito e disse na segunda-feira que os ataques aéreos militares são indiscriminados e devem ser proibidos. Algumas autoridades dos EUA invocaram a linguagem cristã para justificar os ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, que deram início à guerra em expansão. O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que começou a liderar serviços de oração cristã no Pentágono, rezou em um culto na quarta-feira por "violência de ação avassaladora contra aqueles que não merecem misericórdia". Em sua homilia no domingo, Leão referenciou uma passagem bíblica na qual Jesus, prestes a ser preso antes de sua crucificação, repreendeu um de seus seguidores por golpear com uma espada a pessoa que o prendia. "(Jesus) não se armou, nem se defendeu, nem lutou qualquer guerra", disse Leão. "Ele revelou o rosto gentil de Deus, que sempre rejeita a violência. Em vez de salvar a si mesmo, ele permitiu ser pregado na cruz."
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