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    Paixão por Luan Santana incentiva jovem com paralisia cerebral a se comunicar com tecnologia que usa movimentos dos olhos

    3 months ago

    Tecnologia ajuda jovem com paralisia cerebral a se comunicar com movimentos dos olhos Uma paixão em comum com milhares de fãs brasileiros tem ajudado uma jovem de Pederneiras (SP) a se comunicar melhor e a ganhar mais autonomia no dia a dia. Diagnosticada com paralisia cerebral, a estudante Camily Vitória Trevisan Tagliaboa, aluna da Apae da cidade, encontrou na música e na admiração pelo cantor Luan Santana um caminho para ampliar sua independência. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Com o apoio de tecnologias assistivas implantadas na instituição, Camily passou a acessar o YouTube sozinha e a escolher a quais vídeos deseja assistir. Entre os preferidos estão as músicas do artista, principalmente "Deja Vu". Jovem com paralisia cerebral usa tecnologia controlada pelos olhos para se comunicar Arquivo pessoal A paixão por Luan Santana começou ainda na infância, influenciada pela irmã mais velha, que também era fã. Na época em que o cantor se tornou fenômeno entre adolescentes, Camily passou a acompanhar esse gosto musical dentro de casa. Segundo a equipe da Apae, como ela possui cognição preservada, sempre demonstrou interesse pelas letras e pelo ritmo das músicas. Durante os atendimentos terapêuticos, o repertório do cantor também passou a ser usado como estímulo. Veja no vídeo abaixo. Jovem com paralisia cerebral é fã de Luan Santana e ouvir as músicas auxilia nas terapias De acordo com os profissionais, quando Camily chega ao local desanimada ou sem vontade de participar das atividades, ouvir as músicas costuma transformar o comportamento dela. LEIA TAMBÉM Primeira caminhoneira da família, jovem viraliza nas redes sociais ao mostrar rotina na estrada: 'Meu amor é o caminhão' Resgatado em lixão, cão aguarda há 8 anos por adoção em abrigo Funcionário da prefeitura é preso por importunação sexual contra colega de trabalho Mesmo mais quieta, ao escutar as canções, ela reage melhor, sorri e participa mais das terapias. Os estímulos musicais ajudam a provocar respostas positivas durante os atendimentos. Tecnologia assistiva A tecnologia chegou à instituição por meio do projeto "Mais Acesso – Laboratório de Tecnologia Assistiva na Educação Inclusiva", implantado após a Apae de Pederneiras ser selecionada em um edital social de uma empresa multinacional do setor de celulose. Com o investimento, a escola estruturou um laboratório de informática acessível, com equipamentos como mouse ocular, vocalizadores, teclados ampliados, softwares de comunicação e recursos voltados para pessoas com baixa visão. Camily usa ferramentas de tecnologia assistiva para se comunicar com mais facilidade Apae/Divulgação As ferramentas permitem que alunos com limitações na comunicação oral ou na mobilidade consigam expressar pensamentos, sentimentos e necessidades. Veja no vídeo no início da reportagem. Segundo a coordenadora técnica da instituição, Dayane Brandão, o processo de adaptação ao uso dos equipamentos exige acompanhamento contínuo. "A comunicação por meio desse software e dos equipamentos exige adaptação e envolve diversas variáveis. É um processo que funciona como um treino contínuo. Quando identificamos que um aluno apresenta potencial para utilizá-los, conseguimos realizar a avaliação, os testes e o treinamento aqui mesmo na Apae", explica. Tecnologia que usa movimento dos olhos ajuda estudante com paralisia a se comunicar De acordo com Marcelo Quintino, gerente de responsabilidade social da empresa, o objetivo do edital é apoiar iniciativas que promovam inclusão e autonomia. "Investir em tecnologia assistiva é investir em autonomia, inclusão e dignidade. Ver alunos como a Camily ampliando sua capacidade de comunicação mostra que o impacto vai muito além da estrutura física", afirma. Ao todo, 106 propostas foram inscritas no edital e nove projetos foram selecionados em cinco municípios da região de atuação da empresa. Com o novo laboratório, a Apae de Pederneiras também poderá testar e treinar outros estudantes que possam se beneficiar das tecnologias assistivas, ampliando as possibilidades de comunicação e participação social dentro e fora da escola. Recursos tecnológicos ajudam na comunicação de alunos da Apae em Pederneiras Apae/Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região
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