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    Países do Oriente Médio condenam ataques do Irã e pedem que Teerã pare de financiar grupos extremistas

    há 3 meses

    Reunião de chanceleres de países do Oriente Médio X / Reprodução Chanceleres de 12 países árabes e islâmicos condenaram os ataques do Irã contra alvos dentro de seu território em uma reunião realizada em Riad, na capital da Arábia Saudita, nesta quinta-feira (19). ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: acompanhe todas as notícias sobre a guerra no Irã em tempo real Desde o primeiro dia da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano, no dia 28 de fevereiro, Teerã retaliou e fez ataques contra alvos americanos em países vizinhos. Nesta quarta-feira (18), anunciou que iria intensificar os bombardeios a instalações de energia ligadas aos EUA. Na declaração conjunta divulgada após o encontro desta quinta, além de exigir a interrupção imediata da ofensiva iraniana contra as nações vizinhas, os ministros pediram também que Teerã interrompa o "apoio, financiamento e armamento de milícias afiliadas em países árabes". ➡️ Contexto: Há anos, o Irã vem apoiando grupos extremistas da região e que fazem parte do autodenominado Eixo da Resistência. O “eixo” coordenado pelo regime iraniano é predominantemente formado por milícias xiitas e tem entre os pilares principais Hezbollah, Houthis, Hamas (o único sunita) e facções de apoio no Iraque e na Síria. Como funciona o 'eixo da resistência' comandado pelo Irã no Oriente Médio Análise: Irã ataca países do Golfo Pérsico para pressionar Donald Trump na guerra O encontro reuniu autoridades do Catar, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Turquia e Emirados Árabes Unidos. "Os participantes discutiram os ataques iranianos contra os Estados membros do Conselho de Cooperação do Golfo, e afirmaram sua condenação e rejeição a esses ataques deliberados com mísseis balísticos e drones, que tiveram como alvo áreas residenciais e infraestrutura civil, incluindo instalações petrolíferas, estações de dessalinização de água, aeroportos, complexos residenciais e sedes diplomáticas. Os ministros afirmaram que tais ataques não podem ser justificados sob nenhuma alegação ou forma", diz um trecho da declaração. Até o momento, apesar dos ataques, nenhum dos países que acabou sendo alvo da retaliação iraniana aos EUA devolveu a ofensiva. No comunicado, no entanto, eles reafirmaram seu direito à legítima defesa caso as tensões continuem escalando na região. Os representantes dos 12 países também criticaram a obstrução da navegação internacional no Estreito de Ormuz, principal rota marítima para exportação da produção petrolífera no Oriente Médio. "Os ministros exigiram que o Irã cesse imediatamente seus ataques, respeite o direito internacional, o direito internacional humanitário e os princípios de boa vizinhança, como primeiro passo para pôr fim à escalada, alcançar segurança e estabilidade na região e ativar a diplomacia como meio de resolver crises. Afirmaram que o futuro das relações com o Irã depende do respeito à soberania dos Estados", segue a declaração final do encontro, divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Catar.
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