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    Pais denunciam falta de professores em escola pública de Roraima: 'prejudica o aprendizado'

    16 hours ago

    Escola Albino Tavares enfrenta falta de professores Pais e responsáveis por alunos da escola estadual Albino Tavares, na zona rural de Boa Vista, denunciam falta de professores das disciplinas de Matemática, Português e Ciências, horários de aula vagos, falhas no transporte escolar e a paralisação da construção do prédio próprio. A unidade funciona atualmente em um espaço cedido no campus Murupu da Universidade Federal de Roraima (UFRR). A escola atende 297 estudantes do ensino fundamental e do ensino médio. A responsabilidade pela unidade é o governo do estado, por meio da Secretaria de Educação. Em nota, sobre a falta de professores, a pasta disse que "tem conhecimento da demanda e está buscando alternativas, dentro dos limites legais, para viabilizar a designação de profissionais para atender às necessidades da unidade (leia o posicionamento na íntegra da reportagem)." ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Segundo os pais, faltam professores desde que o ano letivo começou, em fevereiro. A situação, no entanto, se agravou nas últimas semanas. Sem os profissionais, os alunos são liberados antes do horário previsto. A autônoma Mairin Fernandes, que tem dois filhos e dois enteados matriculados na unidade, afirma que a falta de professores pode prejudicar a formação dos alunos, especialmente daqueles que se preparam para o vestibular e pretendem entrar na universidade. "Me preocupa porque faltam professores de matérias principais, como Matemática, Ciências e Português. Eu quero que minhas filhas façam a prova para tentar uma vaga na UFRR, por exemplo. Sem professor para ensinar a base, como é que elas vão fazer a prova e passar?", questionou. O agricultor George Macedo, pai de um aluno da escola, pontuou que a falta de aulas tem desmotivado os estudantes. Ele também concorda que isso pode comprometer o aprendizado ao longo dos anos. "Meus filhos chegam em casa dizendo: 'não vou para a escola, não tem aula, é tudo vaga, nem adianta ir'. O que preocupa é que, no futuro, eles vão prestar um concurso público. Como é que passam? Nunca vão ter condições de passar. E, com certeza, eles não vão ficar reprovados na escola — vão só passando eles para frente, e o ensino vai ficando atrasado", destacou. A agricultora Luciana Azeredo reforça a preocupação principalmente em relação aos alunos que no 3º ano do ensino médio e deveria ser preparados para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) . "Eles acabam ficando na escola sem aula durante aquele período. Às vezes, fazem algum revezamento, mas a maioria fica sem professor no horário vago. Porque prejudica o aprendizado dos nossos filhos e já estamos na reta final do ano. Há alunos do 3º ano prestes a fazer o Enem para tentar uma faculdade e passam semanas sem professor", afirmou. Somado ao desfalque no quadro de professores, o transporte escolar para os estudantes que moram em polos como o Projeto de Assentamento (PA) Nova Amazônia e na região do Truaru apresenta falhas constantes. Famílias relatam que os veículos enviados para fazer o percurso frequentemente têm problemas mecânicos e quebras recorrentes, o que impede os alunos de ir à escola por dias consecutivos. Outro problema relatado pelos pais é a construção do prédio próprio para a escola. Eles afirma que a obra está paralisada há mais de dois anos, o que faz com que os alunos tenham que permanecer em instalações provisórias e inadequadas no campus universitário. Escola estadual Albino Tavares funciona atualmente em prédio cedido pela UFRR, no Murupu Naamã Mourão/Rede Amazônica Nota do governo sobre o assunto "A Secretaria de Educação e Desporto informa que o transporte escolar dos estudantes da Escola Estadual Albino Tavares está normalizado e funcionando regularmente. Em relação à falta de professores, a Seed esclarece que tem conhecimento da demanda e está buscando alternativas, dentro dos limites legais, para viabilizar a designação de profissionais para atender às necessidades da unidade. A Secretaria ressalta que, neste momento, está impedida de realizar novas convocações de professores seletivados em razão das restrições previstas na legislação eleitoral durante o período de defeso. A Seed segue acompanhando a situação e adotará as providências cabíveis assim que houver possibilidade legal para novas convocações, de modo a assegurar a continuidade das atividades escolares e a oferta regular do ensino." Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
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