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    Operação mira suspeitos de desviar quase R$ 900 milhões de herança de fundador do grupo Unip/Objetivo

    2 months ago

    Foto de arquivo de 02/10/2001 de João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo, que morreu neste sábado, 12, aos 82 anos, de causas naturais. Ele deixa esposa e três filhos. J.F.DIORIO/ESTADÃO CONTEÚDO O Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram nesta quinta-feira (31) uma operação contra um grupo suspeito de tentar aplicar um golpe de R$ 845 milhões contra o espólio do empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo. Ao todo, nove pessoas são investigadas por crimes como estelionato, falsificação de documentos e fraude processual e são alvos de nove mandados de prisão e 15 de busca e apreensão nas cidades de Jandira, Guarulhos, Barueri e São Paulo. Segundo as investigações, o esquema envolvia a simulação de processos de arbitragem para dar aparência legal à cobrança, segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco) e o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). De acordo com o Ministério Público, o grupo teria falsificado um contrato de compra e venda de imóveis com uma assinatura falsa de Di Genio. O documento teria sido datado de três meses antes da morte do empresário, em fevereiro de 2022. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para tentar validar a cobrança milionária, os suspeitos usaram uma chamada câmara arbitral fictícia, a Fonamsp (Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação Ltda). A investigação aponta que o procedimento foi montado com depoimentos de testemunhas inexistentes e assinaturas adulteradas, criando uma suposta dívida sem que a família tivesse conhecimento. 🔎 Uma “câmara arbitral fictícia” é uma entidade que se apresenta como um tribunal, mas não existe de verdade ou não tem autorização para funcionar. Esse tipo de estrutura é usado em golpes para simular decisões legais e cobrar dívidas que não existem ou pressionar vítimas a pagar valores indevidos. Entre os principais alvos da operação estão Luiz Teixeira da Silva Junior e Anani Candido de Lara, ligados à Colonizadora Planalto Paulista e à própria câmara arbitral. Ainda segundo a promotoria, o grupo tentou cobrar a dívida diretamente no processo de inventário, apresentando documentos falsos à Justiça. O valor, que inicialmente seria de R$ 635 milhões, foi atualizado pelos próprios investigados para mais de R$ 845 milhões. A defesa deles não foi localizada pela TV Globo até a última atualização da reportagem.
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