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    Operação do DF mira grupo que usa empresas fictícias para movimentar dinheiro

    6 hours ago

    Operação da PCDF mira grupo criminoso que usava empresas fictícias, notas fiscais falsas e lavagem de dinheiro gerando prejuízo milionário ao DF Divulgação A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), a operação Circuito dos Metais, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de usar empresas fictícias para emissão de notas fiscais fraudulentas e lavagem de dinheiro. Em menos de 20 dias, uma empresa fictícia em Brasília emitiu 49 notas fiscais, de mais R$ 7 milhões, para outra empresa fictícia em São Paulo. A polícia cumpre 11 mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Ninguém foi preso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. A investigação teve início a partir de autuação fiscal envolvendo uma empresa de fachada do estado de São Paulo, apontada como destinatária de notas fiscais emitidas por empresa fictícia do DF. A partir da análise fiscal e financeira, a polícia identificou indícios de uma estrutura empresarial utilizada para dar aparência de regularidade a operações comerciais, gerar créditos tributários fraudulentos e movimentar valores entre pessoas físicas e jurídicas vinculadas ao grupo. Movimentações milionárias Agora no g1 De acordo com a apuração inicial, a empresa fictícia do DF, constituída em julho de 2020, emitiu 49 notas fiscais, no valor total de R$ 7.017.051,98, destinadas à ECO SUCATAS, entre 6 e 24 de agosto daquele ano. Apesar do volume das operações, a suposta fornecedora não possuía conta bancária, e seu responsável formal não apresentou movimentações financeiras com a destinatária das notas ou com os demais investigados. A empresa foi posteriormente cancelada por inexistência de fato. Esses elementos levantaram questionamentos sobre a realização das operações comerciais, sobre a origem da mercadoria e sobre o destino dos valores que supostamente teriam sido pagos. O aprofundamento da investigação revelou que a empresa de fachada de SP e destinatária das notas do DF recebeu R$ 108.378.171,58 e repassou R$ 107.797.703,13, no período de 1º de julho de 2020 a 1º de julho de 2024. A análise identificou transferências milionárias para empresas formalmente distintas, algumas delas vinculadas aos mesmos sócios ou responsáveis e com características incompatíveis com o volume financeiro movimentado. Também foram observadas coincidências de endereços, telefones e e-mails, ausência de empregados cadastrados e estruturas empresariais aparentemente reduzidas. Investigação Operação da PCDF mira grupo criminoso que usava empresas fictícias, notas fiscais falsas e lavagem de dinheiro gerando prejuízo milionário ao DF Divulgação A investigação apura se essa rede de pessoas jurídicas foi utilizada para dispersar recursos, dificultar a identificação dos beneficiários finais e conferir aparência de licitude a valores relacionados à fraude fiscal. As diligências também identificaram movimentações financeiras relevantes envolvendo pessoas físicas ligadas aos responsáveis pelas empresas investigadas, além da utilização de holdings, empresas de locação de veículos, de venda de roupas femininas e outras pessoas jurídicas para a titularidade e circulação de bens visando a ocultação e dissimulação da origem criminosa. Entre os elementos patrimoniais identificados estão veículos de luxo, imóvel e aeronave. Foi deferido o sequestro de bens, direitos e valores até o limite de R$ 56.805.140,55, abrangendo bloqueios de valores em instituições financeiras e investimentos, além de uma aeronave avaliada em aproximadamente R$ 8 milhões, seis veículos de luxo e um imóvel. As medidas têm por objetivo resguardar o patrimônio relacionado aos fatos investigados e assegurar eventual ressarcimento ao erário e recuperação de ativos. A operação cumpre 11 mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e São Paulo, com apoio das Polícias Civis de cada estado envolvido. Os investigados poderão responder, conforme a participação individual demonstrada, pelos crimes de: organização criminosa, crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. As penas somadas podem chegar a 23 anos de prisão. LEIA TAMBÉM: VEJA COMO PARTICIPAR: DER anuncia novo leilão público de veículos e sucatas no DF VÍDEO: homem foge de hospital, furta ônibus, dirige em zigue-zague e é preso após perseguição no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
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