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    ONU se reúne nesta segunda para debater ação dos EUA; Maduro deve ir a tribunal em Nova York

    1 day ago

    ONU convoca reunião de emergência sobre ataque dos EUA à Venezuela O Conselho de Segurança da ONU, composto por 15 membros, deve se reunir nesta segunda-feira (5), por volta das 12h (horário de Brasília), para discutir a legalidade da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. As forças especiais norte-americanas prenderam Maduro na madrugada do último sábado (3), em uma operação que provocou apagões em partes da capital, Caracas, e atingiu instalações militares. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Levado para solo americano, onde está detido, o venezuelano deve comparecer diante de um juiz de Nova York nesta segunda-feira, às 14h (horário de Brasília), de acordo com comunicado do Tribunal Distrital Federal de Manhattan. A primeira audiência em que Maduro será formalmente apresentado à Justiça dos EUA, sob acusações de narcotráfico, será diante do juiz Alvin K. Hellerstein. A esposa dele, Cilia Flores, que também foi capturada durante a operação, deve comparecer ao tribunal com o marido. O que esperar do Conselho da ONU Rússia, China e outros aliados da Venezuela acusaram os Estados Unidos de violar o direito internacional, mas aliados de Washington — muitos dos quais se opunham a Maduro — têm sido menos contundentes ao expressar preocupações sobre o uso da força militar. “Pelas reações dos líderes europeus até agora, suspeito que os aliados dos EUA irão se esquivar cuidadosamente no Conselho de Segurança”, disse à Reuters Richard Gowan, diretor de questões globais e instituições do think tank International Crisis Group. O secretário-geral da ONU, António Guterres, considera que a operação dos EUA estabelece “um precedente perigoso”, afirmou seu porta-voz no sábado. Muitos especialistas em direito também dizem que a ação americana foi ilegal, embora Washington possa bloquear quaisquer tentativas do Conselho de Segurança da ONU de responsabilizá-lo. 🔴Quais acusações pesam contra Maduro? Maduro e Cilia Flores respondem em Nova York por: conspiração para narcoterrorismo; tráfico internacional de cocaína; e posse e uso de armas de guerra. O governo americano afirma que ele lidera o chamado Cartel de los Soles, um poderoso grupo que atua no tráfico de drogas da América do Sul para os EUA, inclusive para desestabilizar a sociedade do país. A Casa Branca colocou o grupo na mira de seu aparato militar ao declarar as organizações de tráfico de drogas a organizações terroristas. As conclusões do governo americano são contestadas, no entanto, por quem pesquisa o assunto. Para especialistas, Maduro não seria o cabeça da organização, porque o Cartel de los Soles não é um grupo com uma hierarquia definida, mas uma “rede de redes” que facilita o tráfico de drogas e lucra com ele, composta de membros das mais diversas patentes militares e estratos políticos da Venezuela. Apesar disso, há indícios de que Maduro, mesmo não sendo o líder, é um dos principais beneficiários de uma “governança criminal híbrida” que ele ajudou a instalar no país. A situação da Venezuela Saiba quem é Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela As Forças Armadas da Venezuela reconheceram, neste domingo (4), a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina do país após a prisão de Nicolás Maduro no último sábado. Também neste domingo (4), Rodríguez divulgou uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo diálogo, o fim das hostilidades e uma "agenda de colaboração", menos de 24 horas após a captura de Nicolás Maduro por uma operação militar norte-americana. O documento afirma que a Venezuela "aspira viver sem ameaças externas" e faz um apelo direto à Casa Branca para evitar um conflito armado. "Presidente Donald Trump: nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra", escreveu Delcy. A dirigente chavista propõe o estabelecimento de uma "agenda de cooperação" com Washington e defende um relacionamento baseado na "não ingerência", citando o líder deposto: "Esse sempre foi o predicamento [postura] do Presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento". Leia a íntegra aqui. Maduro / Conselho de Segurança ONU Montagem/g1
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