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    O que se sabe sobre o caso de idoso alérgico à dipirona que morreu após receber o remédio em Juiz de Fora

    7 hours ago

    Raimundo Evangelista de Almeida morreu no HPS, em Juiz de Fora. Família alega que ele recebeu dose de dipirona, mesmo sendo alérgico g1 A morte de Raimundo Evangelista de Almeida, de 69 anos, no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora , é investigada em um processo administrativo da Prefeitura e também pela Polícia Civil. Ele era alérgico à dipirona, segundo a família, e recebeu uma injeção com o medicamento. A família alega negligência dos profissionais de saúde que o atenderam, já que foi alertado que Raimundo era alérgico. A investigação do caso levou ao afastamento de um médico e de uma auxiliar de enfermagem que atenderam o idoso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp O g1 fez um resumo do casao. Veja abaixo o que se sabe até agora: Quem era a vítima O paciente era o idoso Raimundo Evangelista de Almeida, morador do bairro Borboleta. Ele deu entrada no HPS depois de ser atropelado por uma moto no dia 24 de maio, próximo de casa, na rua José Lourenço. Ele estava bem e consciente pouco antes de tomar a medicação no domingo, dia seguinte ao acidente, segundo Tainá Ribeiro, filha dele. Na placa do leito do paciente havia indicação de que ele era intolerante à dipirona. Placa no leito de Raimundo Evangelista de Almeida indicava que ele era intolerante a dipirona Arquivo pessoal O que aconteceu no HPS De acordo com a família, Raimundo recebeu dipirona durante o atendimento, mesmo com o alerta registrado sobre a alergia. O prontuário apresentado pela filha dele indica que o medicamento foi prescrito e administrado no HPS. Prontuário do paciente Raimundo Evangelista de Almeida, que morreu no HPS, em Juiz de Fora g1 Após a aplicação, o quadro de saúde do paciente piorou e ele teve um mal súbito, conforme indicado no próprio prontuário. O idoso não resistiu e morreu horas depois, na madrugada do dia 25 de maio. Prontuário indica que Raimundo tomou dipirona de 1g e teve mal súbito no HPS de Juiz de Fora g1 A denúncia da família Familiares afirmam que houve falha grave no atendimento médico, já que a alergia à dipirona estava documentada. Eles defendem que a morte poderia ter sido evitada e cobram responsabilização. Os parentes também apresentaram o prontuário como prova de que havia o alerta sobre a restrição ao uso do medicamento. Dipirona aparece na lista de remédios prescritos para Raimundo no HPS de Juiz de Fora g1 Medidas tomadas após o caso Após a repercussão, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que a direção do HPS ficou consternada e que abriu procedimento administrativo para apurar o acontecimento. No dia 26, o médico que atendeu Raimundo e uma auxiliar de enfermagem foram afastados pela Controladoria-Geral do município. A decisão tem caráter cautelar, “sob o fundamento de se evitar a obstrução das apurações” do processo administrativo instaurado. Investigação na Polícia Um boletim de ocorrência foi registrado pela família, e a Polícia Civil também abriu investigação para apurar o caso. A apuração é conduzida pela 1ª Delegacia, sob responsabilidade do delegado Luciano Vidal. O que é a alergia à dipirona A dipirona é um analgésico e antitérmico amplamente utilizado no Brasil. Em pessoas alérgicas, o medicamento pode provocar reações adversas graves, como queda de pressão, dificuldades respiratórias e choque anafilático, que podem levar à morte. LEIA TAMBÉM Médico e auxiliar de enfermagem são afastados após morte de idoso alérgico à dipirona em Juiz de Fora Idoso com alergia à dipirona morre no HPS; família mostra prontuário com prescrição e aplicação do remédio mesmo com alerta ASSISTA: MG1 Responde: Dia Mundial da Alergia MG1 Responde: Dia Mundial da Alergia VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campo das Vertentes
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