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    'O que não pode é o presidente da Corte Eleitoral ter lado na política', diz Lula

    10 hours ago

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (12) que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, "não pode ter lado na política". O petista deu a declaração ao ser questionado sobre o impasse na Justiça Eleitoral após uma decisão do ministro Nunes Marques que, atendendo a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Posteriormente, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem do presidente do TSE e reabilitou o funcionamento do canal de WhatsApp. "Eu acho que eles [alguns ministros do TSE] estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha. Isso é visível. Já foi denunciado. Eu não vou criar só o Exército do Lula. Eu vou criar o Exército, a Marinha a Aeronáutica do Lula no WhatsApp. É a forma mais barata de a gente fazer campanha", disse Lula. "Pra ele achar que ele tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, de procedimento, todos que têm que ter o mesmo direito diante da Justiça Eleitoral. É isso que eu quero. Nada mais que isso", acrescentou Lula. Segurança Pública Durante declaração à imprensa, Lula também afirmou que conversou com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), e que foi informado que a PEC da Segurança Pública será analisada nesta semana. O petista tem defendido a aprovação da proposta enviada pelo governo ao Congresso. O objetivo do texto é aumentar a participação da União no combate ao crime organizado. Lula tem dito que, se o Legislativo aprovar a PEC, vai recriar o Ministério da Segurança Pública. Ao defender a votação da proposta pelo Senado, Lula declarou que o "Brasil vai derrotar o crime" e que quem for bandido "vai para a prisão". "Começa na quarta-feira a discutir a PEC da Segurança. O senador Otto Alencar vai discutir na quarta-feira. Porque, na hora que for aprovada a PEC da Segurança, nós vamos criar o Ministério da Segurança e vamos definir qual será o papel da participação do governo federal na área", disse Lula. Ele disse que, se for reeleito, vai ampliar investimentos na Polícia Federal, na Polícia Rodoviária Federal e na Polícia Penal; e que transformará presídios estaduais em estabelecimentos de segurança máxima, para combater facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho. "A gente vai ser muito duro com isso, o crime organizado vai ter muita dificuldade. A partir do momento que o governo entrar na segurança pública, assumir o papel, a gente vai poder dizer em alto bom som: 'Para o povo trabalhador, a gente quer tranquilidade, quer paz, proteção; para os territórios, a gente quer paz; agora, para os bandidos, a gente quer prisão", afirmou Lula. Missa em homenagem à Nossa Senhora Aparecida Nesta segunda-feira (12), Lula participou de uma missa, na capela do Palácio da Alvorada, em homenagem à Nossa Senhora Aparecida. Depois da cerimônia, o petista disse que a padroeira do Brasil tem sido "ofendida por alguns religiosos" que não querem respeitar a religião do outro. "No instante em que Nossa Senhora Aparecida é ofendida por alguns religiosos que não querem respeitar a religião do outro. Todos temos que respeitar a fé das pessoas como elas são", afirmou Lula. Na declaração à imprensa, o presidente estava acompanhado de crianças. Neste dia 12 de Outubro, é celebrado o Dia Das Crianças no Brasil. Na última semana da campanha para o 1º turno das eleições de 2026, Nossa Senhora Aparecida foi alçada ao centro do debate político nacional. A circulação de publicações que atribuíram a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar da Santa o título de Padroeira do Brasil, informação negada pelo candidato, provocou reações de adversários, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Justiça. 🔎A polêmica sobre a Padroeira começou às vésperas do primeiro turno após postagens associarem a Flávio Bolsonaro um projeto para tirar da Santa o título de Padroeira do Brasil. 🔎Apoiadores de Lula (PT) passaram a explorar os posts politicamente e a disputa foi levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que liberou publicações na web sobre o tema, desde que não associem o projeto ao candidato do PL. A discussão em torno de Nossa Senhora, cuja imagem fica no maior templo católico do país, no interior de São Paulo, mostra a força de um dos maiores símbolos da fé dos brasileiros. Por isso, a Basílica em Aparecida se consolidou, além de destino de milhões de romeiros todos os anos, como uma parada das campanhas presidenciais e 'palco' onde políticos acenam aos eleitores católicos. O presidente Lula durante entrevista nesta segunda-feira (12) Reprodução/YouTube
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