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    O que existe no lado oculto da Lua? Missão vai mostrar crateras, cores e áreas nunca vistas

    há 2 meses

    Missão espacial Artemis II se aproxima da Lua A missão Artemis II vai levar astronautas para sobrevoar o lado oculto da Lua — uma região nunca antes vista pelos olhos humanos. Durante o trajeto, eles devem observar crateras que nunca foram vistas a olho nu sob a luz do sol, além de registrar imagens inéditas da superfície lunar. ➡️ Antes, para você entender: o chamado lado oculto é o hemisfério que permanece sempre voltado para o espaço, e não para a Terra. Ou seja, quando você observa a Lua, na verdade está vendo sempre a mesma região dela. Isso acontece porque a Lua tem rotação sincronizada com a Terra — leva o mesmo tempo para girar em torno do próprio eixo e para dar uma volta ao redor do planeta. 🌘 E você pode se perguntar: o que se espera ver no lado oculto da Lua? Os astronautas foram treinados por pesquisadores para fazer descrições que vão ajudar a entender coisas como as variações de cor, que podem indicar processos de formação geológica da Lua, e as crateras, que ajudam na compreensão de impactos no Sistema Solar. (Veja a lista em detalhes abaixo) 🌕 Nesse ponto, o olho humano é central. As imagens serão registradas com câmeras de alta resolução, mas os cientistas destacam que a percepção dos astronautas e os relatos em detalhes são o ponto alto desse momento da missão. Como parte do treinamento, os astronautas aprenderam a relatar essas diferenças com precisão, permitindo que pesquisadores na Terra tenham uma experiência próxima de “ver com os olhos de quem está lá”. A tripulação deve seguir uma lista de alvos definida por cientistas. Veja o que eles devem observar: Astronautas da Artemis II capturam primeiras imagens da lua Reprodução/Nasa A cor e o brilho da superfície lunar Os astronautas vão buscar variações sutis de tonalidade, que ajudam a identificar diferenças na composição e na evolução geológica da Lua. O efeito do ângulo da luz na paisagem Com a iluminação inclinada, pequenas mudanças de relevo ficam mais evidentes, facilitando a interpretação da topografia lunar. Bacia Orientale, que deve ser vista por astronautas em missão Nasa A bacia Orientale Uma das maiores estruturas de impacto da Lua, localizada no limite entre os lados visível e oculto. Ela teria se formado há cerca de quase 4 bilhões de anos, após o impacto de um objeto de 64 km de diâmetro. O choque gerou uma onda gigantesca de detritos — 11 vezes mais alta que o Monte Everest — para se ter ideia. Esses detritos se espalharam por cerca de duas horas e formaram duas das três bordas concêntricas da cratera. A borda interna surgiu depois, com o colapso de uma montanha central. A cratera Ohm Fica no lado oculto e é considerada relativamente recente. Tem cerca de 64 km de diâmetro, apresenta raios brilhantes — linhas que se irradiam a partir da cratera — e um pico central que se destaca sobre fluxos de lava. Cratera de Pierazzo Nasa A cratera Pierazzo Menor, com cerca de 9 km de diâmetro, também está na lista de observação. Recebeu o nome da cientista planetária Elisabetta Pierazzo.
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