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    O guru do chavismo: quem é o indiano que se tornou objeto de devoção de Maduro e Delcy Rodríguez

    1 day ago

    O guru indiano Sathya Sai Baba, em foto de arquivo International Sai Organization/Flickr No dia 25 de abril de 2011, o governo do então presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decretou um dia de luto nacional no país. O homenageado nunca chegou a pisar no país: Caracas prestava homenagem ao guru indiano Sathya Sai Baba, a pedido do então ministro das Relações Exteriores do país, Nicolás Maduro. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Sai Baba (1926-2011) amealhou devotos em diversos países do mundo ao longo de sua vida, incluindo uma grande comunidade no país sul-americano que abarcou diversas lideranças chavistas, como a atual presidente do país, Delcy Rodríguez. Maduro, líder venezuelano desde a morte de Chávez, em 2013, foi sequestrado por uma ação militar americana no último dia 3 de janeiro e levado aos EUA junto com sua mulher, Cilia Flores. Em seu lugar, a Suprema Corte do país, aliada do regime, determinou a posse de Rodríguez, sua vice. Os três – Maduro, Flores e Rodríguez – são os principais seguidores de Sai Baba dentro do regime venezuelano. Segundo o jornal “Times of India”, Flores foi a responsável por introduzir seu marido no culto ao guru. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 2005, quando Maduro era deputado, ele e Flores fizeram uma viagem de caráter pessoal ao "ashram" (mosteiro ou local de devoção ligado ao hinduísmo) de Sai Baba em Puttaparthi, no sul da Índia, onde eles se encontraram com o próprio, em seu típico rome alaranjado, já com a saúde debilitada. A visita teve impacto no futuro líder. Ao assumir a Presidência, diz a imprensa local, Maduro colocou uma grande foto de Sai Baba na parede de seu gabinete no Palácio de Miraflores, ao lado de uma imagem do herói da independência Simón Bolívar. Não se sabe se Cilia também foi responsável por apresentar o guru a Delcy Rodríguez. Fato é que ela visitou o mesmo ashram na Índia em duas ocasiões recentes, uma em 2023, em passagem para a reunião do G20, e outra já no ano seguinte. Rodríguez afirmou que ambas as viagens a Puttaparthi foram de caráter pessoal. Delcy Rodríguez visita ashram de Sathya Sai Baba em Puttaparthi, na Índia, em 2023 Sri Sathya Sai Media Centre/Redes sociais Quem é Sai Baba Sathyanarayana Raju nasceu na pequena cidade de Puttaparthi em 1926. De acordo com seus seguidores, aos 14 anos, ele se proclamou a encarnação de Shirdi Sai Baba, um homem santo indiano do século XIX que conquistou uma legião de devotos tanto entre hindus quanto entre muçulmanos. Sai Baba ganhou fama e seguidores com supostas materializações de objetos, desde doces e vibhuti (uma espécie de cinza sagrada, que teria propriedades espirituais e curativas) até anéis, colares e relógios. Ele estabeleceu um ashram em sua cidade natal e, pouco depois, um hospital de caridade. Com o passar dos anos, uma fundação foi estabelecida em seu nome para administrar templos, hospitais, centros de atendimento, escolas e outrora projetos para a população carente, tanto em Puttaparthi quanto em outras cidades da Índia. Apesar de Sai Baba ter saído uma única vez de seu país – para visitar o Quênia e Uganda, em 1968 –, um número crescente de seguidores ocidentais iniciou uma espécie de culto ao guru em centros espalhados pelo mundo. Segundo a International Sai Organization, o movimento teve início por volta de 1974 na Venezuela, pouco após a publicação dos primeiros livros de Sai Baba em espanhol. Um centro oficial foi aberto em 1988, e o número de seguidores cresceu continuamente. Hoje, cerca de 30 cidades do país contam com uma sede de seu movimento. À medida que a figura de Sai Baba, com seu distinto cabelo crespo reminiscente do movimento “afro”, ganhava fama no Ocidente, o guru fazia novas e mais ousadas proclamações. Em diferentes ocasiões, ele se disse um avatar de divindades hindus, como Shiva, e uma reencarnação de Jesus Cristo. Controvérsias Sai Baba se recusou repetidamente a realizar seu milagres sob condições controladas e verificáveis por cientistas e céticos. A CIA produziu um relatório secreto sobre o culto à sua personalidade nos anos 1990, concluindo que “é provável que ela se torne uma nova religião difundida mundialmente”. Antes e depois de sua morte surgiram acusações de fraude, assédio, abuso sexual e lavagem de dinheiro contra Sai Baba e sua organização. Nunca houve uma investigação formal sobre estas.
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