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    Nunes diz que optou por instalar menos pontos de wi-fi do que o previsto em contrato investigado por não ter dinheiro

    8 hours ago

    Prefeito Ricardo Nunes durante inauguração de Unidade Básica de Saúde na Zona Sul de São Paulo Leonardo Zvarick/g1 O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira (2) que a gestão municipal decidiu reduzir, por falta de recursos, a quantidade de pontos de wi-fi livre prevista em contrato R$ 108 milhões que é investigado pela Polícia Civil por suspeita de desvios. Segundo ele, embora estivessem previstos 5 mil pontos de conexão, apenas 3,2 mil foram efetivamente entregues e pagos pela prefeitura. "Os R$ 108 milhões [valor total do contrato] eram para colocar os 5 mil pontos de wi-fi. A administração optou por colocar 3,2 mil porque não tinha recurso para colocar os 5 mil, e a gente pagou pelos 3,2 mil. Nunca foi pago pelos 5 mil pontos", disse Nunes a jornalistas após inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na Vila Joaniza, Zona Sul da cidade. Nesta segunda (1º), uma operação policial teve entre os alvos a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e a ONG Instituto Conhecer Brasil, investigado por suspeita de fraude no contrato para fornecimento de internet gratuita nas periferias da cidade. Segundo a polícia, o valor do contrato subiu para R$ 157,1 milhões com aditivos assinados pela gestão Nunes. O delegado também afirma que a prefeitura desembolsou R$ 26 milhões por serviços não prestados. Operação investiga se dinheiro da Prefeitura de SP foi desviado para filme sobre Bolsonaro O inquérito apura se parte desse recurso foi desviado para financiar a produção do filme "Dark Horse", sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O instituto é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da Go UP, produtora do filme. Durante a coletiva, o prefeito negou irregularidades e afirmou que não houve aumento de valores, mas apenas prorrogação de prazos. Ele também rebateu suspeitas de pagamento antecipado de R$ 26 milhões, afirmando que a prática é comum em contratos com organizações da sociedade civil. "Você faz uma antecipação de uma parcela do valor porque eles não têm capital de giro, e na prestação de contas é feito o levantamento sobre aquele valor gasto ou não", disse o prefeito. Contrato de wifi entre ONG de Karina Gama e Prefeitura de SP é alvo de investigação Reprodução O prefeito negou direcionamento na contratação e afirmou que o edital ficou aberto por 30 dias, prazo maior que o usual. "Durante 30 dias só apareceu essa entidade, porque a complexidade do serviço é alta, o valor era baixo e não teve nenhuma outra entidade que quis participar", afirmou Nunes. Ele também disse que a Prodam – empresa de tecnologia da prefeitura que cobra cerca de R$ 530 para instalar e fazer manutenção de pontos de wi-fi – declarou no processo que não possui estrutura para executar o serviço, citando a necessidade de atuação em áreas de difícil acesso. O prefeito também afirmou que a administração municipal seguirá colaborando com as investigações e que tomará providências se alguma irregularidade for identificada.
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