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    Nova semaglutida da EMS custará 30% menos que Ozempic e deve chegar às farmácias em 30 dias

    2 weeks ago

    Ozivy, caneta da EMS Reprodução A EMS afirmou nesta terça-feira (26) que o Ozivy, sua nova caneta de semaglutida aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com preço cerca de 30% inferior ao da principal opção atualmente disponível no mercado. Segundo a farmacêutica, o produto deve ser lançado em 30 dias. A promessa foi feita pelo vice-presidente da companhia, Marcus Sanchez, durante coletiva realizada após a publicação do registro do medicamento no Diário Oficial da União. O executivo disse ainda que a empresa prepara um programa de adesão ao tratamento que deve ampliar ainda mais os descontos para os pacientes que iniciarem o uso do medicamento. "Nos primeiros pacientes, a redução será maior. É um produto que está reposicionando o preço da categoria e terá um programa de adesão ao tratamento", disse. O Ozivy é a primeira semaglutida aprovada no Brasil desde o fim da patente da Novo Nordisk, encerrada em março deste ano. A substância é a mesma utilizada nos medicamentos Ozempic e Wegovy, indicados para diabetes tipo 2 e obesidade. Apesar da promessa de preços mais baixos, a EMS ainda não informou qual será o valor do produto nem quando ele chegará às farmácias. EMS aposta em tecnologia desenvolvida no Brasil Durante a coletiva, Sanchez atribuiu a aprovação ao investimento realizado pela farmacêutica em uma plataforma própria para desenvolvimento e produção de peptídeos, grupo de moléculas do qual a semaglutida faz parte. Sanchez também afirmou que o desenvolvimento nacional da tecnologia ajudou a companhia a avançar no processo regulatório. "Por termos toda a tecnologia nacional, desenvolvimento nacional e produção nacional, tivemos questões de fila de registro em que houve priorização para fomento da indústria nacional", disse. Ozempic: Com queda de patente o preço vai cair? Vamos ter versão genérica? Mercado com demanda reprimida A EMS avalia que existe espaço para a entrada de novos concorrentes em um mercado que cresceu rapidamente nos últimos anos e enfrenta alta procura. "Entendemos que a semaglutida é um produto desejado, com demanda reprimida muito grande, sempre através de prescrição médica. Existem necessidades de opções a serem criadas para a classe médica e para os pacientes", afirmou Sanchez. Segundo ele, a companhia acredita que há potencial de forte penetração do Ozivy no mercado brasileiro. "A gente tem uma questão concorrencial. É um mercado extremamente grande e reprimido, com possibilidade de penetração muito grande." Primeira aprovação após queda da patente A aprovação do Ozivy marca a primeira autorização concedida pela Anvisa para uma nova semaglutida desde o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil. A expiração da proteção abriu espaço para uma corrida da indústria farmacêutica. Até então, nenhuma empresa havia conseguido obter registro para comercializar uma alternativa baseada na substância. O medicamento foi aprovado em apresentações injetáveis acompanhadas de canetas aplicadoras e agulhas. O que foi aprovado Segundo a resolução publicada pela Anvisa, o Ozivy recebeu registro válido até junho de 2036 e foi aprovado nas seguintes apresentações: Solução injetável de 1,34 mg/ml em cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora; Solução injetável de 1,34 mg/ml em dois cartuchos de 1,5 ml; Solução injetável de 1,34 mg/ml em cartucho de 3 ml; Solução injetável de 1,34 mg/ml em dois cartuchos de 3 ml. Apesar do registro, a EMS ainda não informou se o preço já foi submetido à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), nem quais etapas ainda precisam ser concluídas antes do lançamento comercial. Pode chegar ao SUS? Questionado sobre uma possível incorporação da semaglutida ao Sistema Único de Saúde (SUS), Sanchez afirmou que o governo acompanha o potencial da classe de medicamentos, mas reconheceu que o custo ainda é um desafio para a ampliação do acesso na rede pública. Segundo ele, há discussões em andamento sobre formas de ampliar a oferta desses tratamentos no futuro, mas não existe qualquer acordo ou definição sobre a incorporação do Ozivy ao SUS. EMS mira próxima geração de medicamentos para obesidade Durante a coletiva, Sanchez também afirmou que a empresa já trabalha no desenvolvimento de uma versão da tirzepatida, substância usada no Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly. Segundo o executivo, a EMS já protocolou um pedido junto à FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, e realiza investimentos para entrar nesse mercado quando a proteção patentária permitir. "Vamos investir em tirzepatida. Já fizemos o pedido no FDA nos Estados Unidos." A tirzepatida é considerada a principal concorrente da semaglutida no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Atualmente, o medicamento ainda está protegido por patente, o que impede a entrada de concorrentes.
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